APOSTILA DE ESTUDOS: HISTÓRIA DA PSICOLOGIA III
Disciplina: História da Psicologia III Período: Segunda metade do Século XX ao Século XXI Foco: Revolução Cognitiva, Neurociências, Psicologia Evolucionista e Psicologia da Religião.
Esta é a apostila para a disciplina de História da Psicologia III, focada nas tendências contemporâneas, no surgimento da Psicologia Cognitiva, nas Neurociências e no diálogo atual entre a Psicologia e a Religião/Espiritualidade.
Para o teólogo, este módulo é fundamental para compreender como a ciência lida com a consciência e como a Igreja pode dialogar com as novas terapias e descobertas sobre o cérebro.
A partir da década de 1950, houve um desgaste do Behaviorismo (que ignorava os processos mentais). A psicologia voltou a se interessar pela "caixa preta" da mente humana.
1.1. O Modelo de Processamento de Informação
Com o surgimento dos computadores, a psicologia adotou uma nova metáfora: a mente como um sistema de processamento.
Input (Entrada): Estímulos do ambiente.
Processamento: Memória, linguagem, atenção e raciocínio.
Output (Saída): Comportamento ou fala.
Nomes Chave: Jean Piaget (desenvolvimento cognitivo), Noam Chomsky (linguagem) e Ulric Neisser.
UNIDADE 2: O SURGIMENTO DA NEUROCIÊNCIA COGNITIVA
Com o avanço da tecnologia de imagem (Ressonância Magnética, PET Scan), a psicologia uniu-se à biologia para entender a base física da mente.
2.1. Localização Cerebral e Funções
A psicologia contemporânea não fala mais da "alma" ou "mente" como algo etéreo, mas como algo intimamente ligado às funções do Sistema Nervoso Central.
Lobo Frontal: Planejamento, ética e controle de impulsos.
Sistema Límbico: Emoções e memória (importante para entender experiências religiosas).
Neuroplasticidade: A capacidade do cérebro de se remodelar através da experiência e da aprendizagem.
UNIDADE 3: PSICOLOGIA EVOLUCIONISTA
Esta corrente busca explicar os comportamentos e processos mentais humanos como adaptações herdadas dos nossos ancestrais.
3.1. Seleção Natural do Comportamento
Temas: Agressividade, cooperação, escolha de parceiros e até a propensão à religiosidade são estudados como traços que ajudaram a espécie humana a sobreviver.
Teologia e Evolução: Este campo desafia a teologia ao sugerir explicações biológicas para a moralidade e para o desejo humano pelo sagrado.
UNIDADE 4: PSICOLOGIA POSITIVA
Fundada por Martin Seligman no final dos anos 90, esta escola mudou o foco da "doença" para o "bem-estar".
4.1. Virtudes e Forças de Caráter
Em vez de focar apenas no que está "errado" (patologias), a Psicologia Positiva estuda o que faz a vida valer a pena: Esperança, Gratidão, Resiliência e Espiritualidade.
Flow (Fluxo): Estado de engajamento total em uma atividade.
P.E.R.M.A: O modelo de bem-estar (Emoções Positivas, Engajamento, Relacionamentos, Significado e Realizações).
UNIDADE 5: A PSICOLOGIA DA RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE
Atualmente, a psicologia reconhece a espiritualidade como uma dimensão de saúde.
5.1. Neuroteologia
O estudo científico das atividades neurais associadas a experiências religiosas. Pesquisadores buscam entender o que acontece no cérebro durante a oração ou a meditação.
Coping Religioso: Como as pessoas usam sua fé para lidar com o estresse e traumas (pode ser positivo ou negativo).
Integração: A psicologia contemporânea busca trabalhar com a fé do paciente, e não contra ela, reconhecendo a importância das comunidades de fé no suporte social.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. O que foi a "Metáfora do Computador" na Revolução Cognitiva?
2. Como as Neurociências ajudam a explicar comportamentos éticos e morais?
3. Diferencie o foco da Psicologia Clínica Tradicional do foco da Psicologia Positiva.
4. O que é "Neuroteologia" e qual seu interesse para o teólogo?
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
STERNBERG, Robert J. Psicologia Cognitiva.
SELIGMAN, Martin. Felicidade Autêntica.
GAZZANIGA, Michael. Neurociência Cognitiva.
KOENIG, Harold. Espiritualidade no Cuidado com o Paciente.