KERUSSO - REGIMENTO INTERNO DO CURSO TEOLÓGICO - ATEK

PARTE 1: REGIMENTO INTERNO - ATEK

REGIMENTO INTERNO DA ACADEMIA TEOLÓGICA KERUSSO

CAPÍTULO I – DA NATUREZA E MANTENEDORAS

Art. 1º. A ACADEMIA TEOLÓGICA KERUSSO, doravante denominada INSTITUIÇÃO, é um órgão de ensino teológico e ministerial, de natureza interdenominacional e confessional do Ministério Família de Deus.

Art. 2º. A INSTITUIÇÃO tem como entidades mantenedoras e fiscalizadoras espirituais e sociais: 

I – MINISTÉRIO FAMÍLIA DE DEUS (CNPJ: 22.287.919/0001-40), Organização Religiosa, responsável pela supervisão ética, teológica, doutrinária e espiritual. 

II – SOCIEDADE BRASILEIRA DE CAPELANIA (CNPJ: 05.424.488/0001-06), Entidade Social, responsável pelo apoio logístico, fomento à assistência social e capelania.

Art. 3º. Os cursos oferecidos são classificados como CURSOS LIVRES, amparados pela Constituição Federal (Art. 5º, incisos II, IX e XIII), Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) e Decreto Presidencial 5.154/04.

  • Parágrafo Único: Para fins de convalidação e reconhecimento acadêmico, a INSTITUIÇÃO mantém parceria técnico-pedagógica com a FLATED (Faculdade Latino Americana de Teologia Integral), sediada em São Luís/MA.


CAPÍTULO II – DOS NÍVEIS DE ENSINO

Art. 4º. A estrutura acadêmica obedece à seguinte classificação modular: 

I – Nível 101 (Iniciação): Curso Básico para Líderes Leigos. 

II – Nível 202 (Intermediário): Curso Médio em Teologia (Formação Pastoral). 

III – Nível 303 (Avançado): Bacharelado em Teologia (Formação de Teólogos). 

IV – Nível 404 (Especialização): Pós-Graduação Lato Sensu

V – Nível 505 (Mestria): Didática/Stricto Sensu (Mestrado Eclesiástico).


CAPÍTULO III – DO INGRESSO E MATRÍCULA

Art. 5º. Para ingresso no curso de Bacharelado em Teologia (Nível 303), exige-se: 

I – Certificado de conclusão do Ensino Médio ou equivalente. 

II – Preenchimento do formulário de matrícula. 

III – Aceite dos termos deste Regimento e da Confissão de Fé da Instituição.


CAPÍTULO IV – DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO E FREQUÊNCIA (EAD)

Art. 6º. O curso opera na modalidade de Ensino a Distância (EAD). 

I – A frequência é contabilizada pela participação no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), entrega de atividades e visualização das aulas. 

II – A nota mínima para aprovação em cada disciplina é 7,0 (sete).

Art. 7º. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é requisito obrigatório para obtenção do diploma de Bacharel, devendo ser defendido perante banca examinadora (presencial ou online).


CAPÍTULO V – DA ÉTICA E DISCIPLINA

Art. 8º. O corpo discente está sujeito às normas de conduta cristã. 

I – Constitui infração grave qualquer ato que fira os princípios bíblicos ou o Código de Ética do Ministério Família de Deus (MFD), tais como: práticas consideradas torpes, desrespeito às autoridades eclesiásticas ou disseminação de heresias. 

II – As penalidades variam de advertência verbal, suspensão, até o desligamento do curso, assegurado o direito de defesa.


PARTE 2: EMENTÁRIO DO CURSO (Bacharelado em Teologia)

Abaixo, a descrição sucinta (ementa) das disciplinas conforme a grade fornecida.

1º ANO: FUNDAMENTOS

1º Semestre

  • (202) Introdução à Teologia: Definição de Teologia; A natureza da doutrina; Fontes da Teologia (Escritura, Tradição, Razão, Experiência); As divisões da Enciclopédia Teológica.

  • (202) Bibliologia: A Bíblia como Palavra de Deus; Revelação Geral e Especial; Inspiração; Inerrância; Formação do Cânon do AT e NT; História das traduções.

  • (202) Panorama do AT I (Pentateuco): Estudo introdutório dos cinco primeiros livros da Bíblia; Criação, Queda, Patriarcas, Êxodo e a Lei Mosaica.

  • (202) História da Igreja Antiga: O contexto do Cristianismo primitivo; As perseguições; A era de Constantino; Os Pais da Igreja e os primeiros Concílios Ecumênicos.

  • (303) Metodologia do Trabalho Científico: Técnicas de estudo e pesquisa; Elaboração de resenhas e artigos; Normas da ABNT para trabalhos acadêmicos teológicos.

  • (202) Português Instrumental: Revisão gramatical focada; Coesão e coerência textual; Leitura crítica e produção de textos acadêmicos e sermões.

2º Semestre

  • (202) Hermenêutica Bíblica: Ciência e arte da interpretação bíblica; O método gramático-histórico; Figuras de linguagem; A distância histórica e cultural.

  • (202) Panorama do AT II (Históricos): A conquista de Canaã; O período dos Juízes; A Monarquia unida e dividida; O Exílio e o Pós-Exílio (Josué a Ester).

  • (202) Panorama do NT I (Evangelhos): Introdução aos Sinóticos (Mateus, Marcos, Lucas) e João; O problema sinótico; Vida e Ministério de Jesus Cristo.

  • (202) História da Igreja Medieval: A ascensão do Papado; O Monasticismo; As Cruzadas; A Escolástica; Pré-reformadores (Wycliffe e Huss).

  • (202) Introdução à Filosofia: Principais correntes filosóficas (Grega, Medieval, Moderna); A relação entre Fé e Razão; Impacto da filosofia na teologia.

  • (202) Geografia e Arqueologia Bíblica: O relevo, clima e vegetação das terras bíblicas; Descobertas arqueológicas que corroboram a narrativa bíblica; Costumes e cultura.

2º ANO: LINGUAGENS E DOUTRINA

3º Semestre

  • (303) Grego Bíblico I: O alfabeto grego; Fonética; Morfologia básica (substantivos, adjetivos, pronomes); Casos gregos; Vocabulário do NT.

  • (202) Teologia Sistemática I (Teontologia/Angelologia): A existência e os atributos de Deus; A Trindade; A criação e natureza dos anjos; Satanás e os demônios.

  • (202) Panorama do AT III (Poéticos): A literatura sapiencial hebraica; Paralelismo hebraico; Estudo de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares.

  • (202) Panorama do NT II (Atos): A descida do Espírito Santo; O nascimento da Igreja; As viagens missionárias de Paulo; A expansão do Evangelho aos gentios.

  • (202) Homilética I: Definição de pregação; O pregador e sua vida devocional; Tipos de sermão (tópico, textual, expositivo); Estrutura do sermão (introdução, corpo, conclusão).

  • (202) História da Reforma Protestante: O contexto histórico da Reforma; Lutero e as 95 teses; Calvino; Zwinglio; A Reforma Radical (Anabatistas); A Contrarreforma.

4º Semestre

  • (303) Grego Bíblico II: Verbos gregos; Sintaxe básica; Tradução de perícopes do Novo Testamento; Uso de léxicos e ferramentas digitais.

  • (303) Hebraico Bíblico I: O alfabeto hebraico (consoantes e vogais); Leitura e transliteração; Vocabulário básico; Estrutura da sentença hebraica.

  • (202) Teologia Sistemática II (Antropologia/Hamartiologia): A criação do homem (Imago Dei); A queda e suas consequências; A natureza do pecado; O pecado original e atual.

  • (202) Panorama do AT IV (Profetas Maiores): O profetismo em Israel; Contexto e mensagem de Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel.

  • (202) Homilética II: A comunicação verbal e não-verbal; Oratória sacra; Ilustrações e aplicações; O sermão expositivo na prática.

  • (202) Sociologia da Religião: A religião como fato social (Durkheim, Weber, Marx); Secularização; Pluralismo religioso; A igreja na sociedade brasileira.

3º ANO: APROFUNDAMENTO E PRÁTICA

5º Semestre

  • (303) Hebraico Bíblico II: Morfologia verbal (Qal e troncos derivados); Sintaxe hebraica; Exegese de textos selecionados do AT.

  • (303) Teologia Sistemática III (Cristologia/Soteriologia): A pessoa de Cristo (Divindade e Humanidade); A obra expiatória; A eleição, regeneração, justificação, santificação e glorificação.

  • (202) Panorama do NT III (Epístolas Paulinas): Estudo das cartas de Paulo às igrejas e pastorais; Teologia paulina; Contexto e aplicação atual.

  • (202) Teologia Pastoral e Aconselhamento: A vocação pastoral; Ética ministerial; Técnicas de aconselhamento cristão; Lidar com crises, luto e família.

  • (202) Missiologia e Evangelismo: Base bíblica de missões; História das missões modernas; Antropologia missionária; Estratégias de evangelismo pessoal e em massa.

  • (202) Psicologia da Religião: O desenvolvimento da fé; Saúde mental do líder cristão; Patologias religiosas; Interseção entre psicologia e espiritualidade.

6º Semestre

  • (303) Exegese Bíblica (AT e NT): Aplicação prática dos conhecimentos de Grego e Hebraico; Passos do método exegético; Do texto à pregação.

  • (202) Teologia Sistemática IV (Pneumatologia/Eclesiologia): A pessoa e obra do Espírito Santo; Dons espirituais; A natureza da Igreja (universal e local); O governo da igreja.

  • (202) Panorama do AT V (Profetas Menores): Estudo dos 12 profetas menores (Oseias a Malaquias); O Dia do Senhor; Justiça social e esperança messiânica.

  • (202) Panorama do NT IV (Gerais e Hebreus): A superioridade de Cristo em Hebreus; As cartas de Tiago, Pedro e Judas; Fé e obras; Sofrimento e esperança.

  • (202) História da Igreja Moderna/Contemporânea: O Iluminismo; Os grandes avivamentos (Wesley, Edwards); O movimento Pentecostal; O protestantismo no Brasil.

  • (202) Liturgia e Culto: Teologia da adoração; Elementos do culto cristão; Os sacramentos/ordenanças (Batismo e Ceia); Hinologia.

4º ANO: INTEGRAÇÃO E CONCLUSÃO

7º Semestre

  • (303) Teologia Sistemática V (Escatologia): Morte e estado intermediário; A Segunda Vinda de Cristo; O Milênio e as tribulações (visões pré, ami e pós-milenista); Juízo Final e Novos Céus.

  • (202) Panorama do NT V (Apocalipse/Joanina): As cartas de João; O gênero apocalíptico; Simbologia e interpretação do livro de Apocalipse; A vitória do Cordeiro.

  • (202) Apologética: A defesa racional da fé; Respostas ao ateísmo e agnosticismo; O problema do mal; Seitas e heresias contemporâneas.

  • (202) Ética Cristã: Fundamentos da ética bíblica; Os Dez Mandamentos hoje; Temas atuais: Bioética (aborto, eutanásia), sexualidade, política e economia.

  • (202) Administração Eclesiástica: Planejamento estratégico na igreja; Gestão financeira e contábil; Aspectos jurídicos da igreja (Estatutos, Atas); Liderança de equipes.

  • (202) Estágio Supervisionado I: Observação e prática ministerial em campo (igreja local ou projeto social vinculado à SBC); Relatório de atividades.

8º Semestre

  • (202) Teologia Bíblica (AT e NT): A unidade das Escrituras; O desenvolvimento da história da redenção; Temas transversais na Bíblia (Aliança, Reino de Deus).

  • (202) Teologia Contemporânea: Neo-ortodoxia; Teologia da Libertação; Teologia Liberal; Teologia Relacional/Aberta; Desafios atuais.

  • (202) LIBRAS: Introdução à Língua Brasileira de Sinais; O ministério com surdos; Acessibilidade na igreja.

  • (202) Educação Cristã: Fundamentos pedagógicos; Estrutura da Escola Bíblica Dominical (EBD); Discipulado e formação de novos crentes.

  • (202) Estágio Supervisionado II: Prática avançada de regência, pregação ou ensino; Relatório final de estágio.

  • (303) TCC (Trabalho de Conclusão de Curso): Orientação metodológica; Desenvolvimento de pesquisa monográfica sobre tema teológico pertinente; Defesa perante banca.

Com base na sua solicitação e nos documentos institucionais da ATEK (mantida pelo Ministério Família de Deus e SBC), elaborei a estrutura do Nível 505 - Stricto Sensu.

Diferente da graduação, este curso não foca em "aulas expositivas de conteúdo básico", mas em Seminários de Investigação. O aluno EAD neste nível deve ser um autodidata guiado.

Aqui está a proposta para o Mestrado em Teologia (Th.M) – Ênfase em Educação Teológica e Pesquisa Bíblica.


ESTRUTURA DO CURSO: 
NÍVEL (505) - MESTRADO EM TEOLOGIA (Th.M)

Modalidade: EAD (Com encontros síncronos de orientação) 

Foco: Formação de Docentes e Pesquisadores (Didata/Stricto Sensu) 

Duração: 24 Meses (4 Semestres) 

Carga Horária Total: 1.200 horas (Créditos + Pesquisa + Dissertação)


1. FILOSOFIA DO CURSO

O curso visa preparar o teólogo para o ambiente acadêmico superior. O aluno deixará de ser um "consumidor de teologia" para se tornar um "produtor de teologia".

  • Perfil do Egresso: Capaz de lecionar em faculdades teológicas, produzir artigos científicos, escrever livros com rigor exegético e atuar na educação cristã avançada.

2. LINHAS DE PESQUISA

O aluno deverá escolher uma destas linhas para desenvolver sua Dissertação:

  1. Leitura e Ensino da Bíblia: Foco em Exegese, Hermenêutica e Línguas Originais.

  2. Teologia e Prática Educativa: Foco em História da Teologia, Didática e Educação Cristã.


3. GRADE CURRICULAR E EMENTÁRIO

1º ANO: FUNDAMENTAÇÃO E MÉTODO

O objetivo é instrumentalizar o aluno para a pesquisa de alto nível.

1º Semestre (Módulo Metodológico)

  • 501 - Metodologia da Pesquisa Teológica Avançada (60h)

    • Ementa: A natureza do conhecimento científico x teológico. Normas ABNT estritas para artigos e dissertações. Estrutura de projetos de pesquisa (problema, hipótese, justificativa). Ferramentas digitais de pesquisa bíblica (Logos, BibleWorks, Periódicos CAPES).

  • 502 - Hermenêutica Filosófica e Teológica (60h)

    • Ementa: História da interpretação. A virada linguística. Gadamer, Ricoeur e a Nova Hermenêutica. A relação entre o texto, o autor e o leitor contemporâneo.

  • 503 - Historiografia do Pensamento Cristão (60h)

    • Ementa: Análise crítica dos dogmas. Como a teologia foi construída historicamente (Patrística, Escolástica, Reforma, Modernidade). Leitura de fontes primárias (Agostinho, Calvino, Barth).

2º Semestre (Módulo de Conteúdo Específico)

  • 504 - Tópicos Especiais em Teologia do Antigo Testamento (60h)

    • Ementa: Seminários sobre temas específicos (ex: Teologia do Culto no Pentateuco; Messianismo nos Profetas). Exige leitura de comentários técnicos.

  • 505 - Tópicos Especiais em Teologia do Novo Testamento (60h)

    • Ementa: Seminários sobre a Teologia Paulina ou Joanina. A relação entre o Jesus Histórico e o Cristo da Fé. Uso do AT no NT.

  • 506 - Exegese Bíblica Aplicada (Grego/Hebraico Instrumental) (60h)

    • Ementa: Não é aula de gramática básica, mas de análise textual. Crítica textual, análise sintática e semântica aplicada à produção de sentido.


2º ANO: DOCÊNCIA E PRODUÇÃO

O objetivo é preparar o professor e finalizar a pesquisa.

3º Semestre (Módulo Didático - Foco no "Didáta")

  • 507 - Didática do Ensino Superior Teológico (60h)

    • Ementa: Andragogia (ensino para adultos). Planejamento de curso e plano de aula. Métodos de avaliação no ensino superior. O uso de tecnologias na educação teológica. Psicologia da aprendizagem.

  • 508 - Estágio de Docência (Prática) (100h)

    • Atividade: O mestrando deve ministrar aulas (monitoria) para as turmas de Bacharelado (Nível 303) ou Médio (Nível 202) da ATEK, sob supervisão, gravando suas aulas para avaliação.

  • 509 - Seminário de Dissertação I (Orientação) (60h)

    • Ementa: Definição do sumário da dissertação. Escrita do primeiro capítulo. Revisão bibliográfica.

4º Semestre (Módulo de Conclusão)

  • 510 - Seminário de Dissertação II (Escrita) (60h)

    • Ementa: Escrita dos capítulos finais. Formatação e revisão.

  • 511 - DISSERTAÇÃO DE MESTRADO (Trabalho Final) (560h estimadas)

    • Requisito: Produção de um trabalho inédito com rigor acadêmico (mínimo de 80 a 120 páginas) sobre um tema pertinente às linhas de pesquisa.

  • DEFESA PÚBLICA (Banca)

    • Apresentação do trabalho perante uma banca de 3 professores (pode ser via videoconferência).


4. SISTEMA DE AVALIAÇÃO DIFERENCIADO (EAD)

Para o Nível 505, o sistema de "prova de marcar X" é abolido. A avaliação foca na produção textual:

  1. Fóruns de Discussão Qualificada: O aluno deve postar análises críticas sobre os textos lidos (não apenas opiniões, mas argumentos bibliográficos).

  2. Resenhas Críticas: Produção de resenhas de livros acadêmicos.

  3. Artigo Final de Disciplina: Ao final de cada módulo, o aluno entrega um paper (artigo curto de 10 a 15 páginas).

  4. Encontros de Mentoria: Uma vez por mês, o aluno tem uma reunião síncrona (videochamada) com o coordenador ou orientador para alinhar a pesquisa.

5. REQUISITOS DE ADMISSÃO

Para ingressar no Nível 505 da ATEK, o candidato deve apresentar:

  1. Diploma de Bacharel em Teologia (ou curso superior afim com validação de créditos teológicos).

  2. Histórico Escolar da Graduação.

  3. Pré-Projeto de Pesquisa: Um texto de 3 páginas explicando o que ele deseja pesquisar durante o mestrado.


Observação sobre a Legalidade (Cursos Livres x MEC)

Como mencionado na sua descrição, este é um curso de natureza "Livre" com validação via parceria (FLATED). No diploma/certificado final, deve constar "Mestrado Livre em Teologia" ou "Curso Superior de Teologia - Nível de Mestria", deixando claro que, para fins de docência em universidades federais (concursos públicos), aplica-se a legislação específica da CAPES, mas para docência em seminários, igrejas e institutos bíblicos, este título é plenamente válido e reconhecido eclesiasticamente.


Aprovado pelo Conselho Diretor da Academia Teológica Kerusso e pelas Mantenedoras em Assembleia. Açailândia - MA.

KERUSSO - TEOLOGIA DA FAMÍLIA


ACADEMIA TEOLÓGICA KERUSSO

DISCIPLINA: TEOLOGIA DA FAMÍLIA

Módulo Especial


"A FAMÍLIA CHEIA DA GRAÇA"

Fundamentos Bíblicos para um Lar que Reflete a Glória de Deus

"Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente." (Tito 2:11-12)


Conteúdo Programático:

  • A Teologia da Graça aplicada aos relacionamentos.

  • O Casamento como espelho do Evangelho.

  • Parentalidade: Disciplina vs. Punição.

  • Cultura do Perdão e Resolução de Conflitos.

  • Liturgia do Lar: Práticas diárias.


Aluno(a): _______________________________________________________

Data: //_______


(Quebra de Página)

SUMÁRIO

  1. Introdução: O Mito da Família Perfeita vs. A Realidade da Graça

  2. Unidade 1: O Que é uma Família "Cheia de Graça"? (Definições Teológicas)

  3. Unidade 2: Marido e Mulher: O Evangelho Dramatizado

  4. Unidade 3: Filhos: Pastoreando Corações, Não Apenas Comportamentos

  5. Unidade 4: Ferramentas Práticas: A Dinâmica do Perdão Diário

  6. Unidade 5: A "Ecclesiola": O Lar como Pequena Igreja

  7. Conclusão e Oração da Família

  8. Bibliografia Recomendada


Esta é a apostila estruturada, diagramada e pronta para ser convertida em PDF. O conteúdo foi elaborado com rigor teológico, mas com uma linguagem acessível e aplicações práticas profundas, seguindo o padrão da Academia Teológica Kerusso.

1. INTRODUÇÃO: O MITO DA FAMÍLIA PERFEITA

Muitos cristãos vivem frustrados porque tentam construir a "família perfeita" baseada em regras, aparências e desempenho. Quando o filho desobedece ou o cônjuge falha, o mundo desmorona.

A proposta da Academia Teológica Kerusso nesta apostila é diferente. Não buscamos a perfeição humana, mas a dependência divina.

Uma família cheia da graça não é uma família sem pecado. É uma família que sabe o que fazer com o seu pecado: levá-lo à Cruz. É um ambiente onde falhas são oportunidades para demonstrar o perdão que recebemos de Cristo.

Ponto de Reflexão: A Lei diz: "Faça isso e viverá". A Graça diz: "Cristo fez, por isso você vive". Como isso muda a atmosfera da sua casa numa terça-feira à noite quando todos estão cansados?


UNIDADE 1: O QUE É UMA FAMÍLIA "CHEIA DE GRAÇA"?

Para vivermos a graça, precisamos defini-la teologicamente.

1.1. Graça (Charis) e Misericórdia (Eleos)

Na teologia bíblica, há uma distinção vital:

  • Misericórdia: É Deus não nos dar o que merecemos (o castigo).

  • Graça: É Deus nos dar o que não merecemos (o favor, a bênção, a herança).

Uma família cheia de graça é aquela que opera nestes dois polos. Ela não retribui o mal com o mal (misericórdia) e busca abençoar quem não merece (graça).

1.2. O Perigo dos Extremos

Satanás tenta destruir as famílias empurrando-as para dois abismos:

  1. O Legalismo: O lar torna-se um tribunal. Tudo é julgado. O amor é condicional ao comportamento. "Se você tirar boas notas, eu te amo". Isso gera filhos rebeldes ou hipócritas.

  2. A Licenciosidade: O "tudo pode". Não há regras, nem direção, sob a desculpa de "amor". Isso gera insegurança e falta de caráter.

O Caminho do Evangelho: A graça educa (Tito 2:12). Ela acolhe o pecador, mas não o deixa permanecer no pecado.



UNIDADE 2: MARIDO E MULHER - O EVANGELHO DRAMATIZADO

O apóstolo Paulo, em Efésios 5:32, revela um mistério profundo: o casamento não é apenas sobre felicidade humana; é uma "peça de teatro" que mostra ao mundo como Cristo ama a Igreja.

2.1. O Papel da Graça no Conflito Conjugal

Em um casamento sem graça, o conflito vira uma competição: "Quem tem razão?".

Em um casamento cheio da graça, o conflito vira uma oportunidade de servir.

  • A Matemática da Graça: No casamento, 1 + 1 = 1. Se um ganha a discussão e o outro perde, ambos perderam, pois são uma só carne.

2.2. Exercício Prático: O Ciclo da Graça

Quando seu cônjuge falhar (esquecer algo, falar rispidamente), você tem duas opções:

  1. A Lei: Cobrar, punir com o silêncio, criticar, lembrar erros passados.

  2. A Graça: Cobrir a ofensa (Provérbios 17:9), comunicar a dor sem atacar o caráter, e perdoar como Cristo perdoou.

Conselho Prático Kerusso: Nunca use a frase "Você sempre..." ou "Você nunca...". Essas são palavras de condenação total. A graça lida com o fato específico ("Ontem você não lavou a louça"), não com o caráter total ("Você é preguiçoso").


UNIDADE 3: FILHOS - PASTOREANDO CORAÇÕES

A maior mudança de paradigma para pais cristãos é entender a diferença entre controlar comportamento e pastorear o coração.

3.1. Disciplina vs. Punição

Muitos pais punem, mas poucos disciplinam biblicamente.

PUNIÇÃODISCIPLINA BÍBLICA
Foco no passado (o que a criança fez).Foco no futuro (quem a criança se tornará).
Motivada pela raiva/frustração do pai.Motivada pelo amor e instrução.
Busca "pagar" pelo erro (justiça).Busca corrigir e restaurar (graça).
Gera medo e distanciamento.Gera respeito e segurança.

3.2. A Lei da Semeadura e a Graça

Ensinar graça não significa eliminar consequências. Gálatas 6:7 diz que "o que o homem semear, isso também ceifará".

  • Aplicação: Se seu filho quebra uma vidraça, a graça significa que você o perdoa e o abraça (relacionamento restaurado), mas ele trabalhará para pagar a vidraça (responsabilidade aprendida).

Dica de Ouro: Antes de corrigir seu filho, pergunte a si mesmo: "Estou corrigindo porque ele pecou contra Deus ou porque ele me incomodou?"



UNIDADE 4: FERRAMENTAS PRÁTICAS - A DINÂMICA DO PERDÃO

Uma família cheia da graça precisa ser especialista em perdão. O perdão não é um sentimento; é uma promessa de não trazer o assunto à tona novamente como arma.

4.1. As Quatro Promessas do Perdão (Baseado em Ken Sande)

Quando dizemos "Eu te perdoo", estamos prometendo:

  1. Não pensarei mais nisso obsessivamente.

  2. Não tocarei no assunto para te atacar.

  3. Não falarei sobre isso com outros (fofoca).

  4. Não deixarei isso atrapalhar nosso relacionamento futuro.

4.2. Liturgia da Reconciliação

Não deixe o sol se pôr sobre a ira (Efésios 4:26). Crie o hábito de "zerar a conta" antes de dormir.

  • Exercício: O casal ou a família deve orar junto antes de dormir, especificamente pedindo perdão pelas falhas do dia. É impossível orar de mãos dadas com alguém que você odeia.


UNIDADE 5: A "ECCLESIOLA" - O LAR COMO PEQUENA IGREJA

Os reformadores (Lutero, Calvino) chamavam a família de Ecclesiola (Igrejinha). O culto doméstico não é um evento formal e chato, é a respiração da casa.

5.1. Contextualização: A Graça na Era Digital

Hoje, a tecnologia é o maior inimigo da comunhão (koinonia) no lar.

  • Atenção é uma forma de graça. Quando você larga o celular para olhar nos olhos do seu filho ou cônjuge, você está dizendo: "Você tem valor para mim, você é alvo da minha graça".

5.2. Sugestão de Culto Doméstico Simples (10-15 minutos)

  1. Leitura: Um salmo ou um capítulo curto dos Evangelhos.

  2. Pergunta: "O que esse texto nos ensina sobre Jesus?"

  3. Ação de Graças: Cada um agradece por uma coisa do dia.

  4. Súplica: Oração pelas necessidades da família.



CONCLUSÃO

A Família Cheia da Graça não é isenta de problemas. Ela enfrenta desemprego, doenças, rebeldia e crises. A diferença está no Fundamento.

Enquanto famílias do mundo constroem sobre a areia do desempenho ("somos bons porque fazemos tudo certo"), a família cristã constrói sobre a Rocha da Graça ("somos aceitos porque Cristo fez tudo certo").

Que o seu lar seja um hospital para os feridos, uma escola para os imaturos e um santuário para a presença de Deus.

"A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós." (2 Coríntios 13:14)

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ACESSE:


EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO DIÁRIA

  1. Identifique os Ídolos: Qual é a maior fonte de conflito na sua casa hoje? (Dinheiro, horários, bagunça, telas). Isso tem se tornado mais importante que as pessoas?

  2. Auditoria da Fala: Durante esta semana, tente eliminar o sarcasmo e a crítica destrutiva. Substitua por palavras de afirmação (Efésios 4:29).

  3. O Dia da Graça: Escolha um dia da semana para fazer algo especial pela família que eles não "merecem" (um jantar especial, um passeio, um presente surpresa), explicando que isso é um reflexo da bondade de Deus.


BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

  1. TRIPP, Paul David. O Que Você Esperava? (Sobre casamento e graça).

  2. TRIPP, Tedd. Pastoreando o Coração da Criança.

  3. YANCEY, Philip. Maravilhosa Graça.

  4. DRIZIN, Mark. Pais cheios de Graça.

KERUSSO - (101) - LIDERANÇA CRISTÃ



APOSTILA DE ESTUDOS: 
LIDERANÇA CRISTÃ

Disciplina: Liderança Cristã – Princípios e Prática

Foco: O Modelo de Jesus, Caráter, Gestão de Pessoas e Planejamento.

Objetivo: Formar líderes que influenciam através do caráter, servem com humildade e organizam com eficiência.


 Esta é a apostila para a disciplina de Liderança Cristã: Princípios e Prática.



Diferente da liderança corporativa, que foca no lucro e no poder, a liderança cristã foca no serviço e na transformação de vidas. Esta matéria visa equipar o aluno para liderar com a toalha na mão (serviço) e a visão no coração (estratégia), utilizando modelos bíblicos de gestão.




UNIDADE 1: A TEOLOGIA DA LIDERANÇA (O Modelo do Servo)

O mundo define liderança como a capacidade de mandar. Jesus define como a capacidade de servir.

1.1. A Inversão da Pirâmide

Em Marcos 10:42-45, Jesus contrasta a liderança dos gentios (domínio) com a do Reino.

  • Liderança Secular: O líder está no topo e todos trabalham para ele.

  • Liderança Cristã: O líder está na base, sustentando e servindo a todos para que eles cresçam.

1.2. A Autoridade Espiritual

A autoridade no Reino não vem do título (cargo), mas da:

  1. Submissão: Só tem autoridade quem está sob autoridade (O Centurião de Lucas 7).

  2. Exemplo: O rebanho segue o pastor porque confia nele, não porque tem medo.


UNIDADE 2: O CARÁTER DO LÍDER (O Coração da Liderança)

O carisma pode levar um líder ao topo, mas só o caráter o mantém lá.

2.1. Qualificações Bíblicas (1 Timóteo 3 e Tito 1)

Paulo não pede "talento" ou "oratória" para os bispos e diáconos, mas pede:

  • Irrepreensibilidade: Integridade moral pública e privada.

  • Domínio Próprio: Inteligência emocional para não agir por impulso.

  • Governo do Lar: A família é o primeiro ministério. Quem fracassa em casa não está apto para liderar a igreja.

2.2. O Perigo do Orgulho

A "doença de Nabucodonosor". O líder cristão deve sempre apontar para Cristo. Quando o líder começa a acreditar que o sucesso do ministério é mérito seu, a queda é iminente.


UNIDADE 3: GESTÃO E ESTRATÉGIA (O Modelo de Neemias e Jetro)

Espiritualidade não é desculpa para desorganização. Deus é um Deus de ordem.

3.1. O Princípio de Jetro (Delegação)

Em Êxodo 18, Moisés estava se matando de trabalhar. Seu sogro, Jetro, ensinou a descentralização:

  • Líder Centralizador: Cria gargalos, cansa-se e frustra o povo.

  • Líder Formador: Identifica líderes de 10, de 50 e de 100, capacita-os e delega autoridade.

3.2. O Planejamento de Neemias

Para reconstruir os muros, Neemias seguiu um ciclo de gestão:

  1. Oração e Visão: Sentiu a dor e viu o futuro.

  2. Avaliação: Inspecionou as ruínas (Diagnóstico).

  3. Mobilização: Chamou o povo para trabalhar ("Vinde e edifiquemos").

  4. Organização: Colocou cada família para construir a parte do muro em frente à sua própria casa.


UNIDADE 4: LIDERANDO PESSOAS E RESOLVENDO CONFLITOS

Onde há duas pessoas, haverá conflito. O líder é o mediador da paz.

4.1. Comunicação Clara

Muitos problemas na igreja surgem de "ruídos" na comunicação. O líder deve dizer claramente o que espera, quando espera e como espera.

4.2. Gestão de Crises (Mateus 18)

  • Se um irmão pecar, procure-o a sós. Não exponha o problema no púlpito nem faça fofoca.

  • O objetivo da disciplina ou da correção nunca é punir, mas restaurar o irmão.


UNIDADE 5: A VIDA ESPIRITUAL DO LÍDER (Autocuidado)

Você não pode dar o que não tem.

  • A Síndrome de Burnout: O esgotamento ministerial acontece quando o líder trabalha para Deus mas deixa de andar com Deus.

  • O Descanso (Shabbat): O líder que não tira um dia de folga está desobedecendo a Deus e dizendo, na prática, que ele é indispensável (uma forma de idolatria de si mesmo).

  • Mentoria: Todo Paulo precisa de um Timóteo (para ensinar) e de um Barnabé (para ser encorajado). Líderes solitários são alvos fáceis.


EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Explique a diferença entre a liderança "secular" e a liderança "servidora" baseada em Marcos 10.


2. O que foi o "Conselho de Jetro" e por que ele é vital para a saúde do líder hoje?


3. Cite três qualidades de caráter exigidas para um líder em 1 Timóteo 3.


4. Como Neemias lidou com o desafio de reconstruir os muros? (Cite pelo menos dois passos de sua estratégia).


ACESSE A APOSTILA A SEGUIR:


BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

  1. SANDERS, J. Oswald. Liderança Espiritual. Editora Mundo Cristão. (Um clássico indispensável).

  2. MAXWELL, John. As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança.

  3. HYBELS, Bill. Liderança Corajosa. Editora Vida.

  4. PETERSON, Eugene. O Pastor que não trabalha (Working the Angles). (Sobre a espiritualidade do líder).

KERUSSO (303) - HEBRAICO BÍBLICO (Nível Básico)

 


APOSTILA DE ESTUDOS: 
HEBRAICO BÍBLICO (Nível Básico)

Disciplina: Introdução ao Hebraico Bíblico

Foco: Alfabeto (Alef-Bet), Vogais (Sinais Massoréticos), Leitura e Vocabulário Teológico.

Objetivo: Capacitar o estudante a ler o texto hebraico, utilizar léxicos e compreender a estrutura fundamental da língua.


Esta é a apostila para a disciplina de Hebraico Bíblico.

Diferente do grego, que é uma língua técnica e abstrata, o hebraico é uma língua concreta, emocional e visual. É o idioma da Criação, dos Patriarcas e dos Profetas. Estudar hebraico é aprender a pensar como os autores do Antigo Testamento, percebendo nuances que as traduções muitas vezes não conseguem capturar.


UNIDADE 1: O ALEF-BET 
(O ALFABETO CONSONANTAL)

O hebraico é lido da direita para a esquerda. O alfabeto possui 22 consoantes. Originalmente, não havia vogais escritas.

1.1. As Consoantes

LetraNomeSomTransliteração
אAlef(mudo/pausa)
b / בBet / Vetb / vb / v
g / גGuímelg (gato)g
d / דDáletdd
הh (aspirado)h
וVavv (ou o/u)w / v
zZayinzz
חChetr (garganta)
טTett
יYody (i)y
k / כCaf / Chafk / r (garganta)k / ch
lLamedll
mMemmm
nNunnn
sSámechss
עAyin(gural profundo)
p / פPê / Fêp / fp / f
צTsadets (pizza)
qQofk (fundo)q
rReshrr
שShin / Sinsh / sš / ś
tTavtt

Nota: As letras Begadkefat (ב ג ד כ פ ת) podem receber um ponto dentro (Daguesh) que endurece o som (ex: Pê com ponto é "P", sem ponto é "F").


UNIDADE 2: AS LETRAS SOFIT (FORMA FINAL)

Cinco letras mudam de forma quando aparecem no final da palavra. Elas se "desenrolam" para baixo.

  1. Caf Sofit (ך): Final de palavra.

  2. Mem Sofit (ם): Final (parece um quadrado fechado).

  3. Nun Sofit (ן): Traço longo para baixo.

  4. Pê Sofit (ף): Final.

  5. Tsade Sofit (ץ): Final.


UNIDADE 3: OS SINAIS MASSORÉTICOS (VOGAIS)

Como o hebraico antigo só tinha consoantes, escribas chamados Massoretas (séc. VI-X d.C.) inventaram um sistema de pontos (niqqud) para preservar a pronúncia correta sem alterar o texto sagrado. Os sinais geralmente vão embaixo da letra.

  • Qamets ( ָ ): Som de "A" longo (parece um Tzinho).

  • Patah ( ַ ): Som de "A" breve (um traço horizontal).

  • Segol ( ֶ ): Som de "E" (três pontos em triângulo).

  • Hireq ( ִ ): Som de "I" (um ponto embaixo).

  • Holam ( ֹ ): Som de "O" (um ponto em cima, à esquerda).

  • Qibbuts ( ֻ ): Som de "U" (três pontos na diagonal).


UNIDADE 4: ESTRUTURA E RAÍZES (SHORESH)

A alma do hebraico é a Raiz Triconsonantal. Quase todas as palavras derivam de uma raiz de três letras que carrega o significado central.

4.1. Exemplo da Raiz M-L-K (מלך)

  • MeLeK: Rei.

  • MaLKah: Rainha.

  • MaLKut: Reino.

  • MaLaK: Ele reinou.

Ao identificar a raiz, o estudante descobre o significado teológico da família da palavra.

4.2. O Artigo e a Conjunção

Em hebraico, o artigo ("o", "a") e a conjunção ("e") são prefixos colados na palavra.

  • Ha (ה): O/A (ex: Ha-Melek = O Rei).

  • Ve (ו): E (ex: Ve-Ha-Melek = E o Rei).


UNIDADE 5: VOCABULÁRIO TEOLÓGICO ESSENCIAL

Palavras que todo teólogo deve conhecer no original:

  1. Hesed (חֶסֶד): Amor leal, graça, misericórdia da aliança. Não há uma única palavra em português que a traduza perfeitamente.

  2. Ruach (רוּחַ): Vento, Espírito, Sopro.

  3. Shalom (שָׁלוֹם): Paz, mas no sentido de plenitude, integridade, bem-estar total.

  4. Shema (שְׁמַע): Ouvir, mas implicando em obedecer ("Ouve, ó Israel").

  5. Berit (בְּרִית): Aliança, pacto.


EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

1. Escreva a transliteração das seguintes palavras (lembre-se de ler da direita para a esquerda):

  • שָׁלוֹם (Shin + Qamets + Lamed + Holam + Mem): __________________

  • אָדָם (Alef + Qamets + Dalet + Qamets + Mem Sofit): __________________

2. Quais são as cinco letras que mudam de forma no final da palavra (Sofit)?


3. Explique o sistema de raízes triconsonantais.


4. Qual a função dos Massoretas na história do texto bíblico?



BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

  1. MENDES, Paulo. Noções de Hebraico Bíblico. Editora Vida Nova.

  2. KELLEY, Page H. Hebraico Bíblico: Uma Gramática Introdutória.

  3. KERR, Guilherme. Gramática Elementar da Língua Hebraica.

  4. HARRIS, R. Laird. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento.

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ACESSE A APOSTILA A SEGUIR:

Microsoft Word - aprenda_hebraico_001.doc

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Esta é uma orientação prática para o estudante de Hebraico Bíblico que utiliza videoaulas (YouTube) como ferramenta de aprendizado.

Diferente de matérias teóricas (como História ou Teologia Sistemática), o Hebraico é uma habilidade técnica. Não se aprende a nadar apenas assistindo vídeos de natação; da mesma forma, não se aprende Hebraico apenas assistindo. É preciso escrever e falar.


GUIA DE ESTUDOS: COMO ESTUDAR HEBRAICO PELO YOUTUBE

Objetivo: Transformar a assistência passiva de vídeos em produção ativa de conhecimento (Trabalhos, Resumos e Relatórios).


1. A PREPARAÇÃO DO AMBIENTE (ANTES DO PLAY)

Não dê "play" se você não estiver com as ferramentas na mão. O vídeo corre rápido; a escrita hebraica é lenta.

  • O Caderno Pautado (Indispensável): O hebraico exige coordenação motora fina. Você precisa desenhar as letras.

  • Divisão de Tela: Se estiver no computador, deixe o vídeo em metade da tela e um documento (Word/Docs) ou Bíblia Online na outra.

  • Instalação do Teclado: Para fazer trabalhos digitais, instale o teclado Hebraico no seu Windows/Mac/Celular.

    • Dica: Não use "copiar e colar" de sites. Digitar ajuda a memorizar a posição das letras (Alef, Bet, Gimel).


2. METODOLOGIA PARA RESUMOS DE AULAS 
(O MÉTODO PAUSA-ESCREVA)

Como resumir uma aula de língua? Não transcreva a fala do professor; transcreva a lógica da língua.

Passo A: A Cópia do Quadro Virtual

Sempre que o professor escrever uma frase ou palavra no vídeo:

  1. PAUSE o vídeo imediatamente.

  2. Copie a palavra no seu caderno (da direita para a esquerda).

  3. Identifique as vogais (pontinhos embaixo) com uma caneta de cor diferente.

Passo B: O Glossário Pessoal

No final de cada resumo, crie uma tabela de vocabulário novo aprendido naquela aula:

Palavra (Hebraico)Transliteração (Som)TraduçãoOnde apareceu?
בְּרֵאשִׁיתBereshitNo princípioGênesis 1:1

3. COMO FAZER TRABALHOS DE TRADUÇÃO E ANÁLISE

Muitos professores no YouTube dão exercícios de tradução. Para entregar um trabalho de excelência, utilize a Caixa de Análise.

Modelo de Relatório de Tradução:

  1. Linha 1 (Texto Original): Copie o texto hebraico com fonte grande (tam. 18 ou 20).

  2. Linha 2 (Análise Morfológica): Identifique o que é cada pedaço.

    • Ex: Prefixos (artigos/conjunções) e Sufixos (plural/gênero).

  3. Linha 3 (Tradução Literal): "E-disse Deus".

  4. Linha 4 (Tradução Final): "Então, Deus disse".

Dica de Ouro: Use ferramentas como Bible Hub (Interlinear) ou Blue Letter Bible para conferir se você identificou a raiz da palavra corretamente. O YouTube ensina o conceito, o site confirma a precisão.


4. O RELATÓRIO DE "INSIGHT" (EXEGESE)

Se o trabalho for um relatório sobre uma pregação ou aula exegética (ex: "O significado de Hesed"), a estrutura deve focar na Teologia da Palavra.

Estrutura do Relatório:

  1. O Termo Chave: Qual palavra foi estudada? (Escreva em hebraico e português).

  2. A Raiz (Shoresh): De onde essa palavra vem? (Ex: Shalom vem de Shalam, que significa "pagar, completar").

  3. O Erro Comum: O que as pessoas pensam que significa vs. o que realmente significa.

  4. Aplicação: Como isso muda a pregação?


5. DICAS TÉCNICAS PARA O ESTUDANTE DIGITAL

  • Velocidade de Reprodução:

    • Na explicação gramatical: Use 1.0x ou 0.75x.

    • Na revisão/história: Pode usar 1.5x.

  • Comentários como "Diário de Bordo": Use a seção de comentários do vídeo para deixar sua dúvida ou seu resumo. Muitas vezes o dono do canal ou outros alunos respondem, criando uma comunidade de estudo.

  • Playlist de "Pronúncia": Crie sua própria playlist no YouTube salvando vídeos onde a Bíblia é lida em hebraico (áudio dramatizado). Isso ajuda o ouvido a acostumar com a "música" da língua.


6. CHECKLIST DE AUTOAVALIAÇÃO

Antes de entregar seu trabalho ou fechar o resumo, verifique:

  • [ ] Copiei os sinais massoréticos (vogais) corretamente? Um ponto no lugar errado muda a palavra.

  • [ ] Diferenciei letras parecidas? (Ex: Beth ב vs Caf כ / Dálet ד vs Resh ר).

  • [ ] Fiz a leitura da direita para a esquerda?

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COMEÇO DE TUDO

TERRA