CURSO DE CAPELANIA 101 - APOSTILAS

 

APOSTILA 1: Módulo I

Introdução, História e Fundamentos Bíblicos da Capelania (8h)

1. A Essência da Capelania A capelania não é uma invenção moderna, mas a extensão do próprio ministério de Jesus Cristo. É o "Ministério da Presença". Ser capelão é encarnar o amor de Deus em ambientes de dor, crise e vulnerabilidade. O fundamento inabalável encontra-se em Mateus 25:36: "Estive nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me".

2. Perspetiva Histórica e Teológica Historicamente, a figura do capelão remonta a Martinho de Tours (século IV), que dividiu a sua capa (cappa) com um mendigo. No entanto, na perspetiva evangélica, a capelania é o resgate do sacerdócio universal dos crentes. Grandes expoentes da fé compreenderam esta urgência. Como bem pontuava Charles Spurgeon, a compaixão não pode ser apenas pregada, ela deve ser demonstrada na fornalha da aflição humana. O sofrimento é frequentemente o megafone de Deus, e o capelão é o instrumento de graça posicionado ao lado dessa dor.

3. O Sentido Voluntário e Missional O chamado para a capelania é missional. O hospital, o presídio e a escola são campos missionários onde a semente do Evangelho é plantada não através de discursos proselitistas, mas através de lágrimas partilhadas, ouvidos atentos e mãos que servem.


APOSTILA 2: Módulo II

Legislação Nacional e Código de Ética (8h)

1. O Amparo Legal (O Direito de Cuidar) O capelão não entra numa instituição por "favor", mas por direito constitucional. A Constituição Federal de 1988, no seu Artigo 5º, Inciso VII, assegura a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. A Lei Federal nº 9.982/2000 regulamenta este direito, garantindo o acesso de religiosos a hospitais e presídios. Contudo, a lei é clara: o capelão deve acatar as normas de segurança e higiene da instituição. O direito de acesso não anula o dever de submissão à ordem do ambiente.

2. Código de Ética do Capelão Evangélico A ética é a proteção do capelão e do assistido.

  • Sigilo: O que é confessado no leito ou na cela pertence a Deus e à consciência do assistido. A quebra de sigilo só é permitida em casos de risco iminente à vida.

  • Respeito à Diversidade: A capelania atende o ser humano. Não se nega assistência a pessoas de outras religiões, ateus ou agnósticos.

  • Evitar o Proselitismo: Há uma diferença abissal entre evangelizar (partilhar as boas novas) e fazer proselitismo (tentar mudar a placa denominacional do paciente em momento de vulnerabilidade).


APOSTILA 3: Módulo III

Aconselhamento Pastoral, Escuta Ativa e Níveis de Relacionamento (12h)

1. A Arte de Escutar O maior erro no aconselhamento é tentar "consertar" o paciente com respostas teológicas prontas. John Stott frequentemente lembrava que a verdadeira comunicação cristã exige que primeiro construamos pontes de escuta e empatia. A escuta ativa significa ouvir com os ouvidos, observar com os olhos (linguagem não verbal) e acolher com o coração.

2. Os Cinco Níveis de Relacionamento

  • Amizade: Abordagem inicial, cumprimento, "quebrar o gelo".

  • Conforto: O paciente partilha o sintoma e a dor. O capelão oferece empatia.

  • Confissão: O paciente revela angústias morais ou espirituais. Entra o ministério da reconciliação.

  • Ensino: Quando o paciente questiona abertamente sobre a fé, a Bíblia ou o perdão.

  • Aconselhamento e Encaminhamento: Tratamento de questões complexas e a sabedoria de encaminhar para psicólogos ou médicos quando o limite pastoral é atingido. Assim como Billy Graham sempre se cercava de conselheiros treinados para encaminhar as necessidades específicas das pessoas após as cruzadas, o capelão atua em rede.


APOSTILA 4: Módulo IV

Biossegurança, Normas Hospitalares, Prisionais e Escolares (12h)

1. Capelania Hospitalar e Biossegurança O capelão é um agente de saúde espiritual e não pode ser um vetor de doenças físicas.

  • Higiene: Lavagem rigorosa das mãos antes e depois de cada visita.

  • EPIs: Uso correto de máscaras e batas quando exigido.

  • Regras de Ouro: Nunca se sentar na cama do paciente. Não tocar em equipamentos (soro, monitores). Nunca oferecer água ou comida sem autorização da enfermagem.

2. Capelania Prisional O ambiente prisional exige vigilância constante.

  • A submissão aos guardas prisionais é absoluta.

  • O capelão não é oficial de justiça, nem mensageiro. É expressamente proibido levar cartas, recados, dinheiro ou qualquer objeto de fora para dentro da prisão, ou vice-versa.

3. Capelania Escolar O foco é a prevenção e o acolhimento juvenil. O capelão atua na escuta de alunos vítimas de bullying, conflitos familiares ou depressão, trabalhando sempre em parceria com a direção escolar e o conselho tutelar.


APOSTILA 5: Módulo V

Prática Simulada e Estudo de Casos (8h)

1. O Laboratório do Capelão A teoria prepara a mente, mas a prática molda o coração. Este módulo é dedicado à aplicação prática através de estudos de caso.

Estudo de Caso 1: A Dor do Luto Inesperado Cenário: Encontra uma mãe na sala de espera que acaba de perder o filho adolescente num acidente. Ação do Capelão: Evitar o "foi a vontade de Deus" neste primeiro impacto. O silêncio acompanhado, o abraço (se permitido) e o choro partilhado são a teologia mais profunda neste momento.

Estudo de Caso 2: O Paciente Terminal Cenário: Um paciente oncológico em cuidados paliativos revela ter muito medo da morte e culpa por não ter perdoado o irmão. Ação do Capelão: Aplicar o nível de "Confissão". Ler Salmo 23, conduzir uma oração de entrega e perdão, ajudando o paciente a fechar o seu ciclo terreno com dignidade e esperança na eternidade.

2. O Juramento e a Prática A prática simulada encerra-se com a preparação para o campo de estágio supervisionado. O aluno deve preencher os Relatórios de Visitação e submetê-los à coordenação da ATEK/SBC, compreendendo que a sua credencial é um instrumento de paz, serviço e amor prático.

Conclusão

O capelão reconhece suas limitações. Ele não é um "super-homem", mas um canal da graça (II Coríntios 12:9). O objetivo primário é conduzir o assistido a um estágio superior de paz físico-emocional-espiritual.

--------------------------------------------------------------------------------

Bibliografia e Referências

  • BÍBLIA SAGRADA. Tradução Almeida Revista e Atualizada.

  • BRASIL. Lei nº 9.982, de 14 de julho de 2000. Dispõe sobre a prestação de assistência religiosa.

  • CLINEBELL, Howard. Aconselhamento Pastoral. São Paulo: Sinodal.

  • PAGES, Geraldo. Capelania Hospitalar e Assistência Espiritual. Rio de Janeiro: CPAD.


CURSO DE CAPELANIA 202 - APOSTILAS

 

APOSTILA MÓDULO I

Introdução, História e Fundamentos Bíblicos da Capelania (8h)

1. Conteúdo Teórico

O Significado de Ministrar aos Enfermos O ministério da capelania encontra a sua raiz no exemplo do próprio Cristo, que via a cura física e o amparo espiritual como um ministério integral (Mateus 9:9-13). Hospitais, presídios e escolas não são apenas instituições seculares; são campos brancos para a colheita, repletos de "multidões cansadas e oprimidas". Evangelizar nestes contextos ganha um significado prático: trazer "boas novas" para uma situação real de dor. A agenda da visitação deve ser ditada pelas emoções do assistido, refletindo o sentido da Encarnação – Deus connosco no sofrimento.

Raízes Históricas e Exemplos O termo "capelão" remonta a Martinho de Tours, que no século IV dividiu a sua capa para aquecer um necessitado. Na perspetiva evangélica, grandes avivalistas compreenderam que a pregação precisa de ser acompanhada do serviço prático. Charles Spurgeon mantinha orfanatos e encorajava o cuidado pastoral contínuo; John Stott enfatizava a escuta cristã no mundo contemporâneo; e Billy Graham, nas suas cruzadas, sempre mantinha equipas de conselheiros para o acolhimento imediato e direcionado. A capelania é o amor em movimento.

1. A Essência da Capelania A capelania não é uma invenção moderna, mas a extensão do próprio ministério de Jesus Cristo. É o "Ministério da Presença". Ser capelão é encarnar o amor de Deus em ambientes de dor, crise e vulnerabilidade. O fundamento inabalável encontra-se em Mateus 25:36: "Estive nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me".

2. Perspetiva Histórica e Teológica Historicamente, a figura do capelão remonta a Martinho de Tours (século IV), que dividiu a sua capa (cappa) com um mendigo. No entanto, na perspetiva evangélica, a capelania é o resgate do sacerdócio universal dos crentes. Grandes expoentes da fé compreenderam esta urgência. Como bem pontuava Charles Spurgeon, a compaixão não pode ser apenas pregada, ela deve ser demonstrada na fornalha da aflição humana. O sofrimento é frequentemente o megafone de Deus, e o capelão é o instrumento de graça posicionado ao lado dessa dor.

3. O Sentido Voluntário e Missional O chamado para a capelania é missional. O hospital, o presídio e a escola são campos missionários onde a semente do Evangelho é plantada não através de discursos proselitistas, mas através de lágrimas partilhadas, ouvidos atentos e mãos que servem.

A Teologia da Presença e o Sentido do Sofrimento

1. Fundamentação Bíblica e Teológica A capelania é o reflexo do "Deus Emanuel" (Deus connosco). O profeta Isaías descreve o Messias como o "Homem de dores, e experimentado nos sofrimentos" (Isaías 53:3). A assistência espiritual não é a promessa da isenção da dor, mas a garantia da presença divina no vale da sombra da morte (Salmo 23:4).

  • Dietrich Bonhoeffer, teólogo alemão que exerceu ministério prisional enquanto estava cativo pelo regime nazista, afirmava em O Custo do Discipulado: "A Igreja só é a Igreja quando existe para os outros". O capelão é a Igreja existindo para o outro na sua vulnerabilidade máxima.

  • John Stott complementa esta visão com o princípio da "Encarnação": "Não podemos evangelizar genuinamente de cima para baixo; devemos assumir a condição daqueles a quem servimos, sentando-nos onde eles se sentam".

2. Fundamentação Psicológica: A Logoterapia e o Sentido No leito hospitalar ou na cela de um presídio, a crise existencial é inevitável. Aqui, a teologia encontra eco na Logoterapia, desenvolvida pelo psiquiatra austríaco Viktor Frankl. Sobrevivente de Auschwitz, Frankl em Em Busca de Sentido postula que a maior força motivadora do ser humano não é a busca pelo prazer (Freud) nem pelo poder (Adler), mas a busca por sentido.

  • A Práxis do Capelão: O capelão não dá respostas prontas ao doente, mas ajuda-o a encontrar o "sentido" na sua dor através da fé. O sofrimento deixa de ser desespero quando adquire um significado transcendente (ex: aproximação de Deus, reconciliação familiar).

2. Exercícios de Fixação

Questão 1: Segundo a perspetiva bíblica (Mateus 9:9-13), como Jesus enxergava o ministério aos enfermos? 

a) Como uma punição divina que deveria ser ignorada. 

b) Como um ministério integral, que une compaixão e salvação. 

c) Como uma oportunidade exclusiva para debates teológicos. 

d) Como algo secundário à pregação no templo.

Questão 2: O que significa, no contexto da capelania, que o evangelho deve ser "boas novas para uma situação real"? (Responda em até 3 linhas).

3. Prática Recomendada

Diário de Reflexão: Leia Mateus 25:31-46. Escreva um texto de uma página relatando como a sua congregação local tem praticado (ou pode começar a praticar) o princípio de "estive enfermo e visitastes-me". Guarde este texto no seu portefólio do aluno.


APOSTILA MÓDULO II

Legislação Nacional e Código de Ética (8h)

1. Conteúdo Teórico

A Base Legal da Capelania no Brasil O acesso do capelão a instituições de internação não é um "favor" do Estado, mas um direito garantido ao cidadão internado.

  • Constituição Federal (Art. 5º, VII): Assegura a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.

  • Lei Federal nº 9.982/2000: Regulamenta este acesso aos hospitais da rede pública e privada, bem como aos estabelecimentos prisionais. A lei exige que o religioso acate as determinações legais e normas internas de cada instituição (higiene, segurança e horários).

O Código de Ética do Capelão Evangélico A atuação da Sociedade Brasileira de Capelania baseia-se em princípios éticos inegociáveis:

  • Respeito Universal: Não ferir a sensibilidade de ateus, agnósticos ou comungantes de outras religiões. Não tentar impor convicções pessoais.

  • Apoio vs. Catequese: Em tempos de crise, a pessoa precisa de mais apoio e consolação do que de catequização forçada.

  • Sigilo Pastoral: Tudo o que é partilhado no nível de confissão deve ser mantido em absoluto sigilo, exceto quando houver risco de morte para o paciente ou para terceiros.

A Fronteira entre o Cuidado e a Invasão

1. Fundamentação Bíblica e Teológica A submissão do capelão às regras hospitalares e prisionais (Lei 9.982/2000) possui profundo embasamento em Romanos 13:1 ("Toda a alma esteja sujeita às autoridades superiores").

  • Martinho Lutero, na sua doutrina dos "Dois Reinos", ensina que o cristão vive simultaneamente no reino espiritual (regido pelo Evangelho e pelo amor) e no reino secular (regido pela lei e pela ordem). O capelão atua no reino espiritual, mas deve submissão rigorosa à ordem do reino secular (normas do hospital/presídio) para que o seu testemunho seja irrepreensível (1 Pedro 2:13-17).

2. Fundamentação Psicológica: O "Setting" e o Holding O Código de Ética do capelão exige o sigilo, a não imposição de crenças e a delimitação do espaço de atuação.

  • Na psicanálise, Donald Winnicott introduziu o conceito de Holding (ambiente de sustentação). Para que um indivíduo possa expressar as suas angústias profundas, o cuidador precisa de criar um "ambiente seguro". A ética do capelão (não julgar, não quebrar sigilo) é o que cria este holding espiritual.

  • Sigmund Freud, ao estabelecer as regras do setting terapêutico (horários rígidos, neutralidade), mostrou que limites claros protegem tanto o paciente quanto o analista. O capelão respeita os horários de visita e não interfere nas condutas médicas exatamente para preservar este "setting" seguro da assistência espiritual.

2. Exercícios de Fixação

Questão 1: Se um enfermeiro-chefe solicitar que o capelão se retire do quarto porque chegou o horário do banho do paciente, o que o capelão deve fazer? 

a) Recusar-se a sair, invocando a Lei 9.982/2000. 

b) Sair imediatamente, respeitando as normas internas da instituição. 

c) Pedir para dar o banho no paciente, como ato de serviço. 

d) Ficar no canto do quarto orando em voz baixa.

3. Prática Recomendada

Simulação de Resposta: Escreva um pequeno guião de diálogo sobre como abordaria a receção de um hospital na sua primeira visita institucional, apresentando a sua credencial da SBC e referindo o seu direito de acesso de forma educada e pacífica.


APOSTILA MÓDULO III

Aconselhamento Pastoral, Escuta Ativa e Níveis de Relacionamento (12h)

1. Conteúdo Teórico

A Arte de Escutar O maior erro no aconselhamento é tentar "consertar" o paciente com respostas teológicas prontas. John Stott frequentemente lembrava que a verdadeira comunicação cristã exige que primeiro construamos pontes de escuta e empatia. A escuta ativa significa ouvir com os ouvidos, observar com os olhos (linguagem não verbal) e acolher com o coração. A escuta é o principal "bisturi" do capelão. É necessário escutar com os olhos (linguagem não verbal), avaliar as próprias emoções para não projetar angústias no doente, e evitar extremos como a agressividade argumentativa ou a passividade silenciosa.

Os 5 Níveis de Relacionamento

  1. Amizade: Apresentações e assuntos genéricos.

  2. Conforto: O paciente partilha a sua dor; o capelão ouve e conforta.

  3. Confissão: Foco nos sentimentos de culpa e na necessidade de perdão (II Cor. 5:18-20).

  4. Ensino: Esclarecimento de dúvidas quando solicitado pelo enfermo.

  5. Aconselhamento/Encaminhamento: Tratamento de questões complexas e a sabedoria de encaminhar para psicólogos ou médicos quando o limite pastoral é atingido. Assim como Billy Graham sempre se cercava de conselheiros treinados para encaminhar as necessidades específicas das pessoas após as cruzadas, o capelão atua em rede. Foco em problemas complexos e reconhecimento dos limites, reencaminhando para médicos, psicólogos ou pastores titulares quando necessário.

O Curador Ferido e a Empatia Incondicional

1. Fundamentação Bíblica e Teológica O manual supremo da Escuta Ativa é Tiago 1:19: "Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar". O pior exemplo de aconselhamento encontra-se nos amigos de Jó, que falharam miseravelmente quando tentaram explicar teologicamente a dor dele, mas acertaram quando "se assentaram com ele na terra sete dias e sete noites... e nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande" (Jó 2:13).

  • Henri Nouwen, no seu magistral livro O Curador Ferido, defende que o ministro cristão só consegue curar porque reconhece as suas próprias feridas. Não nos aproximamos do doente como "super-homens" espirituais, mas como mendigos a mostrar a outro mendigo onde encontrar o Pão da Vida.

2. Fundamentação Psicológica: A Abordagem Centrada na Pessoa A base secular da "Escuta Ativa" ensinada neste módulo deriva dos trabalhos de Carl Rogers, criador da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). Rogers definiu três atitudes fundamentais que o capelão deve dominar:

  1. Consideração Positiva Incondicional: Aceitar a pessoa exatamente como ela é, sem julgamentos prévios (seja ela um presidiário ou um paciente terminal ateu).

  2. Empatia: A capacidade de "calçar os sapatos do outro", compreendendo o seu quadro de referência interno.

  3. Congruência (Autenticidade): Ser transparente e genuíno; se o capelão se emocionar com a dor, não deve mascarar isso com falsas espiritualidades.

2. Exercícios de Fixação

Associe a coluna (Nível de Relacionamento) com a frase dita pelo paciente:

  1. Amizade

  2. Conforto

  3. Confissão

( ) "Capelão, eu traí a minha esposa antes de adoecer e sinto que Deus me está a castigar. Preciso de perdão." ( ) "Boa tarde. O trânsito hoje estava terrível, não acha?" ( ) "Sinto muito medo de não acordar desta cirurgia amanhã."

(Gabarito: 3, 1, 2)

3. Prática Recomendada

Exercício do Silêncio Ativo: Converse com um familiar ou amigo sobre um problema que ele esteja a enfrentar. O seu único objetivo é ouvir durante 10 minutos seguidos, dizendo apenas frases que reflitam a emoção dele (ex: "Parece que te sentiste muito triste com isso"), sem oferecer nenhum conselho, versículo ou solução. Registe como se sentiu ao reter a vontade de resolver o problema.


APOSTILA MÓDULO IV

Biossegurança, Normas Hospitalares, Prisionais e Escolares (12h)

1. Conteúdo Teórico

Normas e Biossegurança Hospitalar No hospital, a "decência e ordem" previnem infeções e salvam vidas.

  • Não invadir a privacidade. Bata sempre à porta.

  • Não se sente na cama do paciente nem esbarre em equipamentos.

  • Não ofereça água ou comida sob nenhuma circunstância; chame a equipa de enfermagem.

  • Fale num tom de voz normal. Evite gritar, mesmo durante orações.

Capelania Prisional e Escolar

  • No Presídio: Evitar qualquer intimidade e nunca fazer promessas que não dependam de si (ex: prometer falar com um juiz). Não atuar como intermediário para levar bilhetes ou objetos.

  • Na Escola: Foco na prevenção. Identificar sinais de isolamento, encaminhar suspeitas de violência doméstica e oferecer uma "relação regular de ajuda" (aconselhamento).

A Santidade do Corpo e a Hierarquia das Necessidades

1. Fundamentação Bíblica e Teológica A biossegurança não é falta de fé, é sabedoria. O próprio Deus estabeleceu rigorosas leis de isolamento sanitário e higiene ao povo de Israel no deserto (Levítico 13 e 14), mostrando que o cuidado com o corpo e a prevenção do contágio são mandamentos divinos. "Tudo, porém, seja feito com decência e ordem" (1 Coríntios 14:40).

  • O grande pregador Charles Spurgeon enfrentou epidemias de cólera em Londres. Ele não apenas pregava a salvação, mas orientava a sua congregação sobre o dever cristão de cuidar da saúde pública, visitando os enfermos com as devidas precauções, entendendo que a negligência sanitária era um pecado contra o próximo.

  • Pirâmide de Necessidades de Maslow, gerada com IA
    Shutterstock

2. Fundamentação Psicológica: A Pirâmide de Maslow Para compreender as regras de um hospital e por que o capelão não deve interromper o horário das refeições ou do banho do paciente, recorremos ao psicólogo Abraham Maslow e à sua "Hierarquia das Necessidades".

  • Maslow postula que as necessidades fisiológicas básicas (respiração, alimentação, sono, alívio da dor) e a necessidade de segurança precisam de ser supridas antes que o indivíduo tenha capacidade cognitiva e emocional para focar nas necessidades superiores (realização, transcendência, espiritualidade).

  • Prática: Se o paciente está com dores agudas ou fome, não é o momento para o ensino teológico (Nível 4 do relacionamento). A prioridade é chamar a enfermagem (alívio fisiológico), para que, posteriormente, a semente da Palavra encontre um solo preparad

2. Exercícios de Fixação

Questão 1: Ao entrar no quarto, o capelão nota que a luz indicadora da campainha sobre a porta está acesa. Qual é a conduta correta? 

a) Entrar rapidamente para consolar o doente antes que a enfermeira chegue. 

b) Aguardar no corredor até que o doente seja atendido pelos profissionais de saúde. 

c) Entrar e ajudar o doente com a sua necessidade física. 

d) Desligar a luz para não incomodar os outros pacientes.

3. Prática Recomendada

Elaboração de Checklist: Crie um "Checklist de Bolso" pessoal com 10 coisas que um capelão deve verificar antes de sair de casa para uma visitação (ex: credencial da SBC no pescoço, unhas curtas, ausência de perfumes fortes, Bíblia higienizada, etc.).


APOSTILA MÓDULO V

Prática Simulada e Estudo de Casos (8h)

1. Conteúdo Teórico

Lidando com Situações Específicas

  • O Recém-chegado: Geralmente assustado, o foco é a amizade e o conforto inicial.

  • Véspera de Cirurgia: Ansiedade alta. Focar em transmitir paz (Salmo 23).

  • O Paciente Terminal: Qualquer um de nós pode morrer a qualquer momento. Como o capelão convive com esta realidade? O foco é ajudar a pessoa a perdoar, a ser perdoada e a aceitar o momento final com esperança celestial. Não crie falsas esperanças de cura física se o quadro é clinicamente irreversível.

  • Possessão vs. Saúde Mental: Caso desconfie que os problemas do paciente não são apenas clínicos, não aja precipitadamente. Não faça rituais de libertação no leito hospitalar. A assistência deve seguir os limites da instituição.

2. Estudo de Caso (Exercício Avaliativo)

Cenário: Você chega à enfermaria infantil (Pediatria) e encontra uma mãe nervosa e esgotada. O seu filho de 5 anos chora de dor. Ela olha para si e diz: "Se Deus é bom, porque está a deixar o meu filho sofrer assim?". Tarefa: Redija um parágrafo explicando a sua resposta imediata a esta mãe. Lembre-se do princípio de "evitar catequizar em momentos de crise", focando no acolhimento.

O Luto, a Graça e a Consolação

1. Fundamentação Bíblica e Teológica A prática do consolo baseia-se em 2 Coríntios 1:3-4: "O Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação".

  • Nos momentos de crise extrema ou luto, o capelão deve lembrar-se do exemplo prático de Billy Graham, que atuou em desastres em massa e nas visitas a presidentes americanos em tempos de guerra. A sua abordagem era de poucas palavras, centrada na garantia da graça imerecida e na promessa de que "nós não sabemos o que o futuro nos reserva, mas sabemos quem tem o futuro nas Suas mãos".

2. Fundamentação Psicológica: Os Estágios do Luto No aconselhamento a pacientes terminais ou a familiares na UTI, o conhecimento do trabalho da psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross (autora de Sobre a Morte e o Morrer) é obrigatório para qualquer capelão de excelência. Ela mapeou os 5 estágios que o assistido irá atravessar:

  1. Negação: "Os exames devem estar errados". O capelão não confronta, apenas acompanha.

  2. Raiva: Revolta contra Deus, os médicos ou a família. O capelão é o "para-raios" desta dor e não se deve ofender pessoalmente.

  3. Barganha: "Se Deus me curar, eu dou tudo aos pobres".

  4. Depressão: Tristeza profunda pela perda iminente. O capelão oferece o silêncio compassivo e o consolo do Espírito Santo.

  5. Aceitação: Paz em relação ao fim. O capelão auxilia no pedido de perdão e na certeza da salvação cristã, preparando a alma para a eternidade.

Prática Simulada e Estudo de Casos (8h)

1. O Laboratório do Capelão A teoria prepara a mente, mas a prática molda o coração. Este módulo é dedicado à aplicação prática através de estudos de caso.

Estudo de Caso 1: A Dor do Luto Inesperado Cenário: Encontra uma mãe na sala de espera que acaba de perder o filho adolescente num acidente. Ação do Capelão: Evitar o "foi a vontade de Deus" neste primeiro impacto. O silêncio acompanhado, o abraço (se permitido) e o choro partilhado são a teologia mais profunda neste momento.

Estudo de Caso 2: O Paciente Terminal Cenário: Um paciente oncológico em cuidados paliativos revela ter muito medo da morte e culpa por não ter perdoado o irmão. Ação do Capelão: Aplicar o nível de "Confissão". Ler Salmo 23, conduzir uma oração de entrega e perdão, ajudando o paciente a fechar o seu ciclo terreno com dignidade e esperança na eternidade.

2. O Juramento e a Prática A prática simulada encerra-se com a preparação para o campo de estágio supervisionado. O aluno deve preencher os Relatórios de Visitação e submetê-los à coordenação da ATEK/SBC, compreendendo que a sua credencial é um instrumento de paz, serviço e amor prático.

Conclusão

O capelão reconhece suas limitações. Ele não é um "super-homem", mas um canal da graça (II Coríntios 12:9). O objetivo primário é conduzir o assistido a um estágio superior de paz físico-emocional-espiritual.

3. Prática Recomendada

Preenchimento do Relatório: Escolha um filme ou documentário que retrate um ambiente hospitalar ou prisional (ex: Patch Adams ou similares). Assista a uma cena de interação com um doente/detento e preencha um Relatório de Visitação da SBC como se você fosse o capelão observador daquela cena, indicando o nível de relacionamento atingido e a sua reflexão pastoral sobre o atendimento.

Bibliografia e Referências

  • I. Fundamentos da Capelania e Teologia Pastoral

    • PAGES, Geraldo. Capelania Hospitalar e Assistência Espiritual. Rio de Janeiro: CPAD. (Obra clássica e de leitura obrigatória para a capelania evangélica no Brasil).

    • NOUWEN, Henri J. M. O Curador Ferido: O Ministério Pastoral na Sociedade Contemporânea. São Paulo: Vozes. (Essencial para compreender a empatia e a vulnerabilidade do capelão).

    • SOUZA, Eleny Vassão de. Capelania Hospitalar: Uma Abordagem Transdisciplinar. São Paulo: Arte Editorial. (Referência nacional em práticas e estruturação de capelania no SUS e redes privadas).

    • STOTT, John. A Cruz de Cristo. São Paulo: Vida Nova. (Traz a base teológica indispensável para compreender o sentido do sofrimento humano à luz da cruz).

    • SPURGEON, Charles H. Conselhos para Obreiros. São Paulo: PES. (Para o desenvolvimento do caráter e da resiliência de quem lida com o sofrimento alheio).

    II. Aconselhamento Pastoral e Escuta Ativa

    • CLINEBELL, Howard. Aconselhamento Pastoral: Modelo de Crescimento e Cura. São Leopoldo: Sinodal. (O principal manual técnico para o desenvolvimento de uma "relação regular de ajuda").

    • COLLINS, Gary R. Aconselhamento Cristão: Edição Século 21. São Paulo: Vida Nova. (Aborda de forma enciclopédica como aconselhar em situações de crise, depressão, luto e traumas).

    • TOURNIER, Paul. A Culpa e a Graça. São Paulo: ABU Editora. (Excelente para o "Nível 3 - Confissão", ajudando o capelão a lidar com o peso da culpa nos pacientes).

    • ROGERS, Carl R. Tornar-se Pessoa. São Paulo: Martins Fontes. (Obra da psicologia secular essencial para o treinamento prático da empatia incondicional e da escuta ativa).

    III. Tanatologia, Luto e Cuidados Paliativos

    • KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer. São Paulo: Martins Fontes. (A base científica global para entender os 5 estágios do luto, leitura indispensável para quem atua em UTIs e cuidados paliativos).

    • LEWIS, C. S. A Anatomia de um Luto. São Paulo: Vida Nova. (O relato pessoal e teológico brilhante de um dos maiores pensadores cristãos sobre o choque da perda).

    • FRANKL, Viktor E. Em Busca de Sentido. São Leopoldo: Sinodal / São Paulo: Vozes. (A visão da logoterapia sobre como ajudar o assistido a encontrar significado mesmo no sofrimento extremo e nas prisões).

    • D’ARTHEZ, Maria Júlia. Cuidados Paliativos e Capelania. São Paulo: Paulinas. (Focado na qualidade da assistência nos momentos finais de vida).

    IV. Capelania Prisional e Contextos de Crise

    • BONHOEFFER, Dietrich. Resistência e Submissão: Cartas e Anotações Escritas da Prisão. São Leopoldo: Sinodal. (Relatos e reflexões teológicas nascidas no ambiente carcerário).

    • CARSON, D. A. Até que Ponto? Reflexões sobre o Sofrimento e o Mal. São Paulo: Vida Nova. (Para embasar as respostas do capelão à secular "pergunta de Jó" - por que sofremos?).

    • GRAHAM, Billy. Esperança para os Corações Aflitos. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil. (Uma abordagem pastoral sobre como levar a esperança em meio a tragédias pessoais e coletivas).

    V. Legislação e Manuais Oficiais

    • BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal. (Com ênfase no Artigo 5º, inciso VII - Liberdade de Assistência Religiosa).

    • BRASIL. Lei nº 9.982, de 14 de julho de 2000. Dispõe sobre a prestação de assistência religiosa nas entidades hospitalares públicas e privadas, bem como nos estabelecimentos prisionais civis e militares.

    • BRASIL. Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre o serviço voluntário (A base legal para a atuação não remunerada do capelão).

    • BÍBLIA SAGRADA. Traduções recomendadas para uso no leito: Nova Versão Internacional (NVI) ou Nova Almeida Atualizada (NAA), devido à clareza linguística para leitura com enfermos e detentos.

CURSO DE CAPELANIA - 101 - INSCRIÇÕES

 

CAPELANIA - "O Ministério da Presença": 

Estão Abertas as Inscrições para o Curso de Capelania Nível 101

Por: Pastor Ivo Nogueira 

Diretor-Geral da Academia Teológica Kerusso (ATEK)

"Estive nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me." (Mateus 25:36)

O mundo clama por consolo. Diariamente, milhares de pessoas enfrentam as suas maiores crises existenciais, físicas e emocionais nos leitos de hospitais, nas celas dos presídios e nos corredores das escolas. Como Igreja, somos chamados a ser as mãos, os pés e o abraço de Cristo onde a dor é mais profunda.

Mas será que apenas a boa vontade é suficiente para entrar num ambiente de alta complexidade e oferecer ajuda real?

A resposta é não. O amor ao próximo exige preparo. A verdadeira compaixão alia a vocação espiritual ao conhecimento técnico, ético e legal. É exatamente para suprir esta necessidade urgente de voluntários qualificados que apresentamos o Curso de Formação de Capelães – Nível 101.

Um Novo Tempo: A Capelania Chega a Você (Formato EAD)

Neste mês de março, estamos a dar um passo histórico. A Academia Teológica Kerusso (ATEK), em parceria oficial com a Sociedade Brasileira de Capelania (SBC), lança a primeira turma do nosso Curso de Capelania no formato de Ensino a Distância (EAD).

Isto significa que, independentemente de onde você mora, agora é possível receber um treino de excelência, com a flexibilidade que a sua rotina exige, chancelado por uma instituição legalmente reconhecida.

O Que Você Vai Aprender?

Com uma carga horária robusta de 48 horas, o nosso currículo foi desenhado para transformar a sua intenção de ajudar numa prática segura e transformadora. O curso aborda:

  • Fundamentação Bíblica e Histórica: O verdadeiro sentido cristão para o serviço de capelania e o amor ao Reino de Deus.

  • Legislação e Ética: Domínio da Lei Federal nº 9.982/2000 (que garante o direito à assistência religiosa) e as fronteiras do Código de Ética do Capelão.

  • Aconselhamento Pastoral e Escuta Ativa: Como lidar com pacientes terminais, o luto, e os 5 níveis de relacionamento à beira do leito.

  • Biossegurança e Prática Institucional: As regras de ouro para não ser um risco no hospital e como atuar com segurança em presídios e escolas.

Para Quem é Este Curso?

Este curso é destinado a pastores, líderes de ministério, profissionais de saúde cristãos e qualquer membro do corpo de Cristo que sinta o chamamento para o "Ministério da Presença". Se o seu coração arde por levar o amor de Deus aos vulneráveis, este é o seu lugar.

Como Fazer a Sua Inscrição

As vagas para esta turma inaugural são limitadas, pois prezamos por um acompanhamento próximo de cada aluno na nossa plataforma virtual. Ao final do curso, o aluno aprovado participará na nossa cerimónia de formatura, fará o Juramento do Capelão e receberá a sua certificação oficial.

Não adie o seu chamado. A dor não espera.

[CLIQUE A SEGUIR PARA ACESSAR A FICHA DE INSCRIÇÃO E GARANTIR A SUA VAGA]

👉  MATRÍCULA NA ACADEMIA TEOLÓGICA KERUSSO

Para mais informações, dúvidas sobre a ementa ou detalhes do investimento, deixe o seu comentário abaixo ou envie um e-mail diretamente para: falecomivo@gmail.com.

Que o Senhor Jesus, o nosso Supremo Capelão, o guie nesta jornada de compaixão e serviço!

CURSO DE FORMAÇÃO DE CAPELÃES -APRESENTAÇÃO - ESTRUTURA DO CURSO - ACADEMIA TEOLÓGICA KERUSSO

 Curso de Formação de Capelães – Nível 101 (48 horas), chancelado pela SOCIEDADE BRASILEIRA DE CAPELANIA , inscrita sob o CNPJ 05.424.488/0001-06 , uma Associação Privada voltada às atividades de associações de defesa de direitos sociais.

Proposta Pedagógica Completa:


ESTRUTURA DO CURSO: CAPELANIA EVANGÉLICA 101

Tema

O Ministério da Presença: Capelania Evangélica Integral e Humanizada.

Objetivo Geral

Capacitar cristãos vocacionados para o exercício ético, legal e compassivo da capelania em hospitais, presídios e escolas, unindo o amor ao próximo e os valores do Reino de Deus às melhores práticas de aconselhamento pastoral.

Objetivo Específico

Fornecer embasamento bíblico e histórico da capelania; instruir sobre a legislação brasileira pertinente (Lei nº 9.982/2000); treinar a escuta ativa e o aconselhamento em momentos de crise; e delinear as normas de conduta em instituições de saúde, prisionais e educacionais.

Tese

A capelania eficaz não é a imposição de dogmas, mas a encarnação do amor de Cristo através da presença compassiva, da escuta qualificada e do amparo espiritual, respeitando a dignidade humana e a diversidade em momentos de vulnerabilidade.

Princípio do Serviço de Capelania Evangélica

"Estive nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me." (Mateus 25:36) – O princípio da presença encarnacional.

Ementa (Carga Horária Total: 48h)

MóduloCarga HoráriaConteúdo Principal
1. Introdução e Fundamentos08 horasBase bíblica; História da Capelania; O sentido voluntário de missões; Amor ao próximo e ao Reino.
2. Legislação e Ética08 horasCF/88; Lei Federal 9.982/2000; Código de Ética do Capelão; Limites de atuação.
3. Aconselhamento Pastoral12 horasA arte de escutar; Níveis de relacionamento; Luto e perdas; Empatia e inteligência emocional.
4. Prática de Visitação12 horasNormas hospitalares; Pacientes terminais; Atuação em presídios e escolas; Biossegurança.
5. Estágio / Prática Simulada08 horasSimulações de leito; Role-playing de aconselhamento; Assinatura de termos e Juramento.
--------------------------------------------------------------------------------

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (Resumo Teórico)

Introdução: O Sentido Cristão e Missional

A capelania é a extensão do ministério de Jesus aos marginalizados, enfermos e cativos (Mat. 9:9-13). O sentido voluntário de missões na capelania transcende a filantropia; é a resposta cristã à dor. Evangelizar neste contexto significa trazer "boas novas" de consolo para uma situação real, equilibrando o diálogo entre a fé e a ciência.

Desenvolvimento: Exemplos, Legislação e Prática

  • Legislação Nacional: A Constituição Federal (Art. 5º, VII) assegura a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. A Lei Federal nº 9.982/2000 regulamenta essa assistência em hospitais e presídios, garantindo o acesso do capelão, desde que em comum acordo com as normas da instituição.

  • Exemplos Históricos:

    • Bíblicos: O Bom Samaritano (cuidado prático); Neemias (cuidado com a cidade/escolas); Jesus (o Capelão por excelência).

    • Internacionais: Florence Nightingale (pioneira na humanização e cuidado na Guerra da Crimeia); Dietrich Bonhoeffer (ministério prisional na Alemanha nazista).

    • Nacionais: Capelães da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na 2ª Guerra Mundial; o trabalho histórico de capelania no Instituto Presbiteriano Mackenzie e no Hospital Evangélico de Londrina.

  • Campos de Atuação e Referências:

    • Hospitais: Oportunidades no SUS, Albert Einstein, Rede Sarah. O foco é centralizar o doente, ouvir e confortar sem julgar.

    • Presídios: Complexos prisionais (ex: Papuda, Tremembé). Oportunidade de reinserção social e pregação cativa.

    • Escolas: Aconselhamento de jovens em vulnerabilidade, prevenção ao suicídio e bullying.

  • Técnicas de Aconselhamento: Foco nos 5 níveis de relacionamento (Amizade, Conforto, Confissão, Ensino, Aconselhamento e Encaminhamento). Prática da escuta ativa (escutar com os olhos, evitar agressividade ou passividade) e respeito à sensibilidade de ateus ou pessoas de outras religiões.

---------------------------------------------------------

DOCUMENTOS OFICIAIS DO CURSO

1. Código de Ética do Capelão Evangélico

  • Confidencialidade: Manter sigilo absoluto sobre confissões e informações pessoais dos assistidos, exceto em casos de risco à vida (ex: suicídio, abuso).

  • Respeito Universal: Prestar assistência a qualquer pessoa que solicitar, independentemente de credo, raça, orientação sexual ou condição social, não impondo convicções pessoais.

  • Submissão Institucional: Obedecer rigorosamente às normas de biossegurança, horários e regulamentos da instituição (hospital, presídio, escola).

  • Limitação Profissional: Não interferir em tratamentos médicos, não administrar medicamentos e não realizar laudos psicológicos. Encaminhar o assistido a profissionais competentes quando necessário.

  • Conduta Cristã: Manter conduta moral ilibada, asseio pessoal e equilíbrio emocional, refletindo o caráter de Cristo.

--------------------------------------------------------------------------------

2. Termo de Adesão ao Serviço Voluntário de Capelania

Pelo presente instrumento, eu, [NOME DO ALUNO/CAPELÃO], portador do CPF [NÚMERO], firmo o presente Termo de Adesão ao Serviço Voluntário junto à SOCIEDADE BRASILEIRA DE CAPELANIA , CNPJ 05.424.488/0001-06, de acordo com a Lei nº 9.608/1998. Declaro estar ciente de que o serviço de capelania será prestado de forma voluntária, não gerando vínculo empregatício, nem obrigação de natureza trabalhista, previdenciária ou afim. Comprometo-me a observar o Código de Ética da instituição e as normativas dos locais de visitação. 

Local e Data: ___________________________________ 

Assinatura: _____________________________________

3. Juramento do Capelão (Solenidade de Formatura)

"Diante de Deus e destas testemunhas, prometo exercer o ministério da Capelania com amor, dedicação e ética. Prometo chorar com os que choram, ser instrumento de paz em meio à dor, e respeitar a dignidade de todo ser humano criado à imagem de Deus. Guardarei o sigilo daqueles que em mim confiarem e submeterei minha vida aos princípios do Reino de Deus e às leis do meu país. Que o Senhor Jesus Cristo, o Supremo Capelão, me conceda graça para cumprir este voto. Amém!"

KERUSSO - REGIMENTO INTERNO DO CURSO TEOLÓGICO - ATEK

PARTE 1: REGIMENTO INTERNO - ATEK

REGIMENTO INTERNO DA ACADEMIA TEOLÓGICA KERUSSO

CAPÍTULO I – DA NATUREZA E MANTENEDORAS

Art. 1º. A ACADEMIA TEOLÓGICA KERUSSO, doravante denominada INSTITUIÇÃO, é um órgão de ensino teológico e ministerial, de natureza interdenominacional e confessional do Ministério Família de Deus.

Art. 2º. A INSTITUIÇÃO tem como entidades mantenedoras e fiscalizadoras espirituais e sociais: 

I – MINISTÉRIO FAMÍLIA DE DEUS (CNPJ: 22.287.919/0001-40), Organização Religiosa, responsável pela supervisão ética, teológica, doutrinária e espiritual. 

II – SOCIEDADE BRASILEIRA DE CAPELANIA (CNPJ: 05.424.488/0001-06), Entidade Social, responsável pelo apoio logístico, fomento à assistência social e capelania.

Art. 3º. Os cursos oferecidos são classificados como CURSOS LIVRES, amparados pela Constituição Federal (Art. 5º, incisos II, IX e XIII), Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) e Decreto Presidencial 5.154/04.

  • Parágrafo Único: Para fins de convalidação e reconhecimento acadêmico, a INSTITUIÇÃO mantém parceria técnico-pedagógica com a FLATED (Faculdade Latino Americana de Teologia Integral), sediada em São Luís/MA.


CAPÍTULO II – DOS NÍVEIS DE ENSINO

Art. 4º. A estrutura acadêmica obedece à seguinte classificação modular: 

I – Nível 101 (Iniciação): Curso Básico para Líderes Leigos. 

II – Nível 202 (Intermediário): Curso Médio em Teologia (Formação Pastoral). 

III – Nível 303 (Avançado): Bacharelado em Teologia (Formação de Teólogos). 

IV – Nível 404 (Especialização): Pós-Graduação Lato Sensu

V – Nível 505 (Mestria): Didática/Stricto Sensu (Mestrado Eclesiástico).


CAPÍTULO III – DO INGRESSO E MATRÍCULA

Art. 5º. Para ingresso no curso de Bacharelado em Teologia (Nível 303), exige-se: 

I – Certificado de conclusão do Ensino Médio ou equivalente. 

II – Preenchimento do formulário de matrícula. 

III – Aceite dos termos deste Regimento e da Confissão de Fé da Instituição.


CAPÍTULO IV – DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO E FREQUÊNCIA (EAD)

Art. 6º. O curso opera na modalidade de Ensino a Distância (EAD). 

I – A frequência é contabilizada pela participação no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), entrega de atividades e visualização das aulas. 

II – A nota mínima para aprovação em cada disciplina é 7,0 (sete).

Art. 7º. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é requisito obrigatório para obtenção do diploma de Bacharel, devendo ser defendido perante banca examinadora (presencial ou online).


CAPÍTULO V – DA ÉTICA E DISCIPLINA

Art. 8º. O corpo discente está sujeito às normas de conduta cristã. 

I – Constitui infração grave qualquer ato que fira os princípios bíblicos ou o Código de Ética do Ministério Família de Deus (MFD), tais como: práticas consideradas torpes, desrespeito às autoridades eclesiásticas ou disseminação de heresias. 

II – As penalidades variam de advertência verbal, suspensão, até o desligamento do curso, assegurado o direito de defesa.


PARTE 2: EMENTÁRIO DO CURSO (Bacharelado em Teologia)

Abaixo, a descrição sucinta (ementa) das disciplinas conforme a grade fornecida.

1º ANO: FUNDAMENTOS

1º Semestre

  • (202) Introdução à Teologia: Definição de Teologia; A natureza da doutrina; Fontes da Teologia (Escritura, Tradição, Razão, Experiência); As divisões da Enciclopédia Teológica.

  • (202) Bibliologia: A Bíblia como Palavra de Deus; Revelação Geral e Especial; Inspiração; Inerrância; Formação do Cânon do AT e NT; História das traduções.

  • (202) Panorama do AT I (Pentateuco): Estudo introdutório dos cinco primeiros livros da Bíblia; Criação, Queda, Patriarcas, Êxodo e a Lei Mosaica.

  • (202) História da Igreja Antiga: O contexto do Cristianismo primitivo; As perseguições; A era de Constantino; Os Pais da Igreja e os primeiros Concílios Ecumênicos.

  • (303) Metodologia do Trabalho Científico: Técnicas de estudo e pesquisa; Elaboração de resenhas e artigos; Normas da ABNT para trabalhos acadêmicos teológicos.

  • (202) Português Instrumental: Revisão gramatical focada; Coesão e coerência textual; Leitura crítica e produção de textos acadêmicos e sermões.

2º Semestre

  • (202) Hermenêutica Bíblica: Ciência e arte da interpretação bíblica; O método gramático-histórico; Figuras de linguagem; A distância histórica e cultural.

  • (202) Panorama do AT II (Históricos): A conquista de Canaã; O período dos Juízes; A Monarquia unida e dividida; O Exílio e o Pós-Exílio (Josué a Ester).

  • (202) Panorama do NT I (Evangelhos): Introdução aos Sinóticos (Mateus, Marcos, Lucas) e João; O problema sinótico; Vida e Ministério de Jesus Cristo.

  • (202) História da Igreja Medieval: A ascensão do Papado; O Monasticismo; As Cruzadas; A Escolástica; Pré-reformadores (Wycliffe e Huss).

  • (202) Introdução à Filosofia: Principais correntes filosóficas (Grega, Medieval, Moderna); A relação entre Fé e Razão; Impacto da filosofia na teologia.

  • (202) Geografia e Arqueologia Bíblica: O relevo, clima e vegetação das terras bíblicas; Descobertas arqueológicas que corroboram a narrativa bíblica; Costumes e cultura.

2º ANO: LINGUAGENS E DOUTRINA

3º Semestre

  • (303) Grego Bíblico I: O alfabeto grego; Fonética; Morfologia básica (substantivos, adjetivos, pronomes); Casos gregos; Vocabulário do NT.

  • (202) Teologia Sistemática I (Teontologia/Angelologia): A existência e os atributos de Deus; A Trindade; A criação e natureza dos anjos; Satanás e os demônios.

  • (202) Panorama do AT III (Poéticos): A literatura sapiencial hebraica; Paralelismo hebraico; Estudo de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares.

  • (202) Panorama do NT II (Atos): A descida do Espírito Santo; O nascimento da Igreja; As viagens missionárias de Paulo; A expansão do Evangelho aos gentios.

  • (202) Homilética I: Definição de pregação; O pregador e sua vida devocional; Tipos de sermão (tópico, textual, expositivo); Estrutura do sermão (introdução, corpo, conclusão).

  • (202) História da Reforma Protestante: O contexto histórico da Reforma; Lutero e as 95 teses; Calvino; Zwinglio; A Reforma Radical (Anabatistas); A Contrarreforma.

4º Semestre

  • (303) Grego Bíblico II: Verbos gregos; Sintaxe básica; Tradução de perícopes do Novo Testamento; Uso de léxicos e ferramentas digitais.

  • (303) Hebraico Bíblico I: O alfabeto hebraico (consoantes e vogais); Leitura e transliteração; Vocabulário básico; Estrutura da sentença hebraica.

  • (202) Teologia Sistemática II (Antropologia/Hamartiologia): A criação do homem (Imago Dei); A queda e suas consequências; A natureza do pecado; O pecado original e atual.

  • (202) Panorama do AT IV (Profetas Maiores): O profetismo em Israel; Contexto e mensagem de Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel.

  • (202) Homilética II: A comunicação verbal e não-verbal; Oratória sacra; Ilustrações e aplicações; O sermão expositivo na prática.

  • (202) Sociologia da Religião: A religião como fato social (Durkheim, Weber, Marx); Secularização; Pluralismo religioso; A igreja na sociedade brasileira.

3º ANO: APROFUNDAMENTO E PRÁTICA

5º Semestre

  • (303) Hebraico Bíblico II: Morfologia verbal (Qal e troncos derivados); Sintaxe hebraica; Exegese de textos selecionados do AT.

  • (303) Teologia Sistemática III (Cristologia/Soteriologia): A pessoa de Cristo (Divindade e Humanidade); A obra expiatória; A eleição, regeneração, justificação, santificação e glorificação.

  • (202) Panorama do NT III (Epístolas Paulinas): Estudo das cartas de Paulo às igrejas e pastorais; Teologia paulina; Contexto e aplicação atual.

  • (202) Teologia Pastoral e Aconselhamento: A vocação pastoral; Ética ministerial; Técnicas de aconselhamento cristão; Lidar com crises, luto e família.

  • (202) Missiologia e Evangelismo: Base bíblica de missões; História das missões modernas; Antropologia missionária; Estratégias de evangelismo pessoal e em massa.

  • (202) Psicologia da Religião: O desenvolvimento da fé; Saúde mental do líder cristão; Patologias religiosas; Interseção entre psicologia e espiritualidade.

6º Semestre

  • (303) Exegese Bíblica (AT e NT): Aplicação prática dos conhecimentos de Grego e Hebraico; Passos do método exegético; Do texto à pregação.

  • (202) Teologia Sistemática IV (Pneumatologia/Eclesiologia): A pessoa e obra do Espírito Santo; Dons espirituais; A natureza da Igreja (universal e local); O governo da igreja.

  • (202) Panorama do AT V (Profetas Menores): Estudo dos 12 profetas menores (Oseias a Malaquias); O Dia do Senhor; Justiça social e esperança messiânica.

  • (202) Panorama do NT IV (Gerais e Hebreus): A superioridade de Cristo em Hebreus; As cartas de Tiago, Pedro e Judas; Fé e obras; Sofrimento e esperança.

  • (202) História da Igreja Moderna/Contemporânea: O Iluminismo; Os grandes avivamentos (Wesley, Edwards); O movimento Pentecostal; O protestantismo no Brasil.

  • (202) Liturgia e Culto: Teologia da adoração; Elementos do culto cristão; Os sacramentos/ordenanças (Batismo e Ceia); Hinologia.

4º ANO: INTEGRAÇÃO E CONCLUSÃO

7º Semestre

  • (303) Teologia Sistemática V (Escatologia): Morte e estado intermediário; A Segunda Vinda de Cristo; O Milênio e as tribulações (visões pré, ami e pós-milenista); Juízo Final e Novos Céus.

  • (202) Panorama do NT V (Apocalipse/Joanina): As cartas de João; O gênero apocalíptico; Simbologia e interpretação do livro de Apocalipse; A vitória do Cordeiro.

  • (202) Apologética: A defesa racional da fé; Respostas ao ateísmo e agnosticismo; O problema do mal; Seitas e heresias contemporâneas.

  • (202) Ética Cristã: Fundamentos da ética bíblica; Os Dez Mandamentos hoje; Temas atuais: Bioética (aborto, eutanásia), sexualidade, política e economia.

  • (202) Administração Eclesiástica: Planejamento estratégico na igreja; Gestão financeira e contábil; Aspectos jurídicos da igreja (Estatutos, Atas); Liderança de equipes.

  • (202) Estágio Supervisionado I: Observação e prática ministerial em campo (igreja local ou projeto social vinculado à SBC); Relatório de atividades.

8º Semestre

  • (202) Teologia Bíblica (AT e NT): A unidade das Escrituras; O desenvolvimento da história da redenção; Temas transversais na Bíblia (Aliança, Reino de Deus).

  • (202) Teologia Contemporânea: Neo-ortodoxia; Teologia da Libertação; Teologia Liberal; Teologia Relacional/Aberta; Desafios atuais.

  • (202) LIBRAS: Introdução à Língua Brasileira de Sinais; O ministério com surdos; Acessibilidade na igreja.

  • (202) Educação Cristã: Fundamentos pedagógicos; Estrutura da Escola Bíblica Dominical (EBD); Discipulado e formação de novos crentes.

  • (202) Estágio Supervisionado II: Prática avançada de regência, pregação ou ensino; Relatório final de estágio.

  • (303) TCC (Trabalho de Conclusão de Curso): Orientação metodológica; Desenvolvimento de pesquisa monográfica sobre tema teológico pertinente; Defesa perante banca.

Com base na sua solicitação e nos documentos institucionais da ATEK (mantida pelo Ministério Família de Deus e SBC), elaborei a estrutura do Nível 505 - Stricto Sensu.

Diferente da graduação, este curso não foca em "aulas expositivas de conteúdo básico", mas em Seminários de Investigação. O aluno EAD neste nível deve ser um autodidata guiado.

Aqui está a proposta para o Mestrado em Teologia (Th.M) – Ênfase em Educação Teológica e Pesquisa Bíblica.


ESTRUTURA DO CURSO: 
NÍVEL (505) - MESTRADO EM TEOLOGIA (Th.M)

Modalidade: EAD (Com encontros síncronos de orientação) 

Foco: Formação de Docentes e Pesquisadores (Didata/Stricto Sensu) 

Duração: 24 Meses (4 Semestres) 

Carga Horária Total: 1.200 horas (Créditos + Pesquisa + Dissertação)


1. FILOSOFIA DO CURSO

O curso visa preparar o teólogo para o ambiente acadêmico superior. O aluno deixará de ser um "consumidor de teologia" para se tornar um "produtor de teologia".

  • Perfil do Egresso: Capaz de lecionar em faculdades teológicas, produzir artigos científicos, escrever livros com rigor exegético e atuar na educação cristã avançada.

2. LINHAS DE PESQUISA

O aluno deverá escolher uma destas linhas para desenvolver sua Dissertação:

  1. Leitura e Ensino da Bíblia: Foco em Exegese, Hermenêutica e Línguas Originais.

  2. Teologia e Prática Educativa: Foco em História da Teologia, Didática e Educação Cristã.


3. GRADE CURRICULAR E EMENTÁRIO

1º ANO: FUNDAMENTAÇÃO E MÉTODO

O objetivo é instrumentalizar o aluno para a pesquisa de alto nível.

1º Semestre (Módulo Metodológico)

  • 501 - Metodologia da Pesquisa Teológica Avançada (60h)

    • Ementa: A natureza do conhecimento científico x teológico. Normas ABNT estritas para artigos e dissertações. Estrutura de projetos de pesquisa (problema, hipótese, justificativa). Ferramentas digitais de pesquisa bíblica (Logos, BibleWorks, Periódicos CAPES).

  • 502 - Hermenêutica Filosófica e Teológica (60h)

    • Ementa: História da interpretação. A virada linguística. Gadamer, Ricoeur e a Nova Hermenêutica. A relação entre o texto, o autor e o leitor contemporâneo.

  • 503 - Historiografia do Pensamento Cristão (60h)

    • Ementa: Análise crítica dos dogmas. Como a teologia foi construída historicamente (Patrística, Escolástica, Reforma, Modernidade). Leitura de fontes primárias (Agostinho, Calvino, Barth).

2º Semestre (Módulo de Conteúdo Específico)

  • 504 - Tópicos Especiais em Teologia do Antigo Testamento (60h)

    • Ementa: Seminários sobre temas específicos (ex: Teologia do Culto no Pentateuco; Messianismo nos Profetas). Exige leitura de comentários técnicos.

  • 505 - Tópicos Especiais em Teologia do Novo Testamento (60h)

    • Ementa: Seminários sobre a Teologia Paulina ou Joanina. A relação entre o Jesus Histórico e o Cristo da Fé. Uso do AT no NT.

  • 506 - Exegese Bíblica Aplicada (Grego/Hebraico Instrumental) (60h)

    • Ementa: Não é aula de gramática básica, mas de análise textual. Crítica textual, análise sintática e semântica aplicada à produção de sentido.


2º ANO: DOCÊNCIA E PRODUÇÃO

O objetivo é preparar o professor e finalizar a pesquisa.

3º Semestre (Módulo Didático - Foco no "Didáta")

  • 507 - Didática do Ensino Superior Teológico (60h)

    • Ementa: Andragogia (ensino para adultos). Planejamento de curso e plano de aula. Métodos de avaliação no ensino superior. O uso de tecnologias na educação teológica. Psicologia da aprendizagem.

  • 508 - Estágio de Docência (Prática) (100h)

    • Atividade: O mestrando deve ministrar aulas (monitoria) para as turmas de Bacharelado (Nível 303) ou Médio (Nível 202) da ATEK, sob supervisão, gravando suas aulas para avaliação.

  • 509 - Seminário de Dissertação I (Orientação) (60h)

    • Ementa: Definição do sumário da dissertação. Escrita do primeiro capítulo. Revisão bibliográfica.

4º Semestre (Módulo de Conclusão)

  • 510 - Seminário de Dissertação II (Escrita) (60h)

    • Ementa: Escrita dos capítulos finais. Formatação e revisão.

  • 511 - DISSERTAÇÃO DE MESTRADO (Trabalho Final) (560h estimadas)

    • Requisito: Produção de um trabalho inédito com rigor acadêmico (mínimo de 80 a 120 páginas) sobre um tema pertinente às linhas de pesquisa.

  • DEFESA PÚBLICA (Banca)

    • Apresentação do trabalho perante uma banca de 3 professores (pode ser via videoconferência).


4. SISTEMA DE AVALIAÇÃO DIFERENCIADO (EAD)

Para o Nível 505, o sistema de "prova de marcar X" é abolido. A avaliação foca na produção textual:

  1. Fóruns de Discussão Qualificada: O aluno deve postar análises críticas sobre os textos lidos (não apenas opiniões, mas argumentos bibliográficos).

  2. Resenhas Críticas: Produção de resenhas de livros acadêmicos.

  3. Artigo Final de Disciplina: Ao final de cada módulo, o aluno entrega um paper (artigo curto de 10 a 15 páginas).

  4. Encontros de Mentoria: Uma vez por mês, o aluno tem uma reunião síncrona (videochamada) com o coordenador ou orientador para alinhar a pesquisa.

5. REQUISITOS DE ADMISSÃO

Para ingressar no Nível 505 da ATEK, o candidato deve apresentar:

  1. Diploma de Bacharel em Teologia (ou curso superior afim com validação de créditos teológicos).

  2. Histórico Escolar da Graduação.

  3. Pré-Projeto de Pesquisa: Um texto de 3 páginas explicando o que ele deseja pesquisar durante o mestrado.


Observação sobre a Legalidade (Cursos Livres x MEC)

Como mencionado na sua descrição, este é um curso de natureza "Livre" com validação via parceria (FLATED). No diploma/certificado final, deve constar "Mestrado Livre em Teologia" ou "Curso Superior de Teologia - Nível de Mestria", deixando claro que, para fins de docência em universidades federais (concursos públicos), aplica-se a legislação específica da CAPES, mas para docência em seminários, igrejas e institutos bíblicos, este título é plenamente válido e reconhecido eclesiasticamente.


Aprovado pelo Conselho Diretor da Academia Teológica Kerusso e pelas Mantenedoras em Assembleia. Açailândia - MA.

COMEÇO DE TUDO

TERRA